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Diego Souza, treinador do Nacional-SPDivulgação/Nacional-SP

Ele foi campeão pelo Palmeiras e destaque com Luxemburgo; onde está Diego Souza?

Ele defendeu o Palmeiras desde as divisões de base até o time principal. Em 2003, venceu a Série B do Brasileirão e ganhou notoriedade no clube, mas a passagem pelo gigante paulista se encerrou em 2005, quando foi negociado para o futebol japonês. Aos 39 anos, Diego Souza, agora, tenta sucesso em outra área do futebol. Ele tem a primeira oportunidade como técnico de uma equipe profissional.

O ex-atleta comandará o Nacional-SP, time que disputa a Segunda Divisão do Campeonato Paulista. Em entrevista exclusiva à GOAL, ele falou sobre a primeira oportunidade no futebol profissional e ainda se declarou para o técnico Vanderlei Luxemburgo, técnico responsável por promovê-lo à equipe profissional.

"Eu não imaginava que essa oportunidade chegasse tão rápido à minha vida, ser treinador de um time profissional. Estou muito feliz que essa oportunidade chegou. Agora, vamos tentar o acesso, esse é o meu pensamento, estou muito motivado para fazer um bom campeonato e subir para a Série A3 do Paulistão", disse à reportagem.

"O Vanderlei [Luxemburgo] é uma referência, foi quem me subiu no Palmeiras. Eu tive meu primeiro jogo como profissional no Palmeiras com o Vanderlei me vendo na base. Eu joguei com ele uma Copa do Campeões, um jogo do Brasileirão, e ele foi embora. Ele me dizia: 'Diego, fique em paz, porque eu seguro o rojão lá fora'. O Vanderlei fez isso comigo, eu tive que amadurecer muito rápido. Aos 17 anos, jogava uma Copa do Campeões com um técnico que me ajudou muito", acrescentou.

A carreira como jogador durou entre 2002 e 2019. No período, teve passagens marcantes pelo Japão — defendeu Vissel Kobe, Kashiwa Reysol, Tokyo Verdy, Kyoto Sanga, Vegalta Sendai e Montedio Yamagata. O meio-campista ainda atuou no México, onde defendeu o Lobos BUAP, e no Brasil, jogando também por Joinville, Portuguesa, Volta Redonda, Taboão da Serra e Vitória da Conquista.

Confirma a entrevista exclusiva de Diego Souza à GOAL:

  • Início como técnico

    "Eu treinei em duas Copinhas pelo Clube Atlético de Taboão da Serra. Antes de terminar a minha carreira como atleta, já estava me preparando para me tornar treinador. Eu já estava estudando, estudo até hoje. O time parou por causa da pandemia, não consegui voltar mais".

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  • Ida para o Nacional-SP

    "Surgiu agora o convite do Nacional-SP, eu vim para ser auxiliar do Pita. Eu fui auxiliar do Pita na Segunda Divisão do Campeonato Paulista. E aí, fui efetivado como treinador. É meu primeiro trabalho como técnico no time profissional".

    "Eu cheguei ao Nacional-SP agora. Estamos em outubro, foi mais ou menos em junho, julho, logo que a nova gestão chegou. Eu fui chamado e me tornei auxiliar. Eu cheguei entre a quarta e a quinta rodadas da Segunda Divisão do Paulista".

  • Decisão de virar técnico

    "A decisão de parar caiu no colo. A gente estava jogando a Copa Paulista pelo Taboão da Serra. Aí acabou o profissional. O técnico, o Sandro Sargentim, estava preparando o time para a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em vez de ficar parado, eu fui fazer parte da comissão técnica. Aí faltando um mês para a Copa São Paulo, Sandro Sargentim foi embora. À época, o presidente não contratou ninguém. Eu não tinha a mínima ideia de ser técnico ainda. Aí me disseram que não contratariam ninguém e que eu tinha perfil para assumir o time. Depois da Copa São Paulo, fiz os cursos da CBF. Depois disso, vi que tinha perfil para ser treinador".

  • Diego Souza, treinador do Nacional-SPDivulgação/Nacional-SP

    Experiência como auxiliar

    "O auxiliar é diferente de ser comandante, eu aprendi muito no primeiro trabalho como auxiliar, vendo, estudando, auxiliando o treinador na fala e nas ideias. Eu adorei ser auxiliar técnico, aprendi muito com isso. O Pita é um cara muito experiente, gostei muito de ter trabalhado como auxiliar dele, sobretudo nesta divisão do Paulista".

    "O Pita já havia dito que a intenção dele era virar supervisor, diretor a partir do ano que vem".

  • Técnico ex-jogador e aposentadoria

    "É diferente, mas não é. Quem jogou tem a vivência de campo, de vestiário, da pressão. Você já tem isso no DNA. Não vou falar que fica mais fácil, mas dá uma certa experiência a mais para lidar com o futebol. O que eu joguei, o que passei, você sabe o que um jogador sente. A rapaziada que não jogou está estudando para caramba e está legal também. Esse pessoal que não jogou e estuda a vida toda para ser treinador, ele tem que trabalhar com quem jogou e vice-versa. É importante ter os dois estilos de treinadores, ambos são capacitados. Essa junção é muito rica para os atletas".

    "Não deu tristeza por parar de jogar. Eu estava jogando, mas já tinha feito um trabalho para comandar o time em uma Copa São Paulo. Foi uma surpresa muito agradável na minha vida. Eu nunca imaginei ser treinador. Apareceu a oportunidade de completar uma Copa São Paulo. Foi muito gostosa essa mudança. Então, eu não senti tanto".

  • Passagem e aprendizados no Japão

    "Eu fui para o Japão com 20 anos, sozinho, mas consegui aproveitar da melhor maneira possível aquele país, aquele campeonato. A educação, para mim, esse tempo no Japão, dez, 11 anos, mudou a minha forma de pensar futebol, as minhas atitudes. A minha vida foi toda no Japão. Fui muito feliz. Estou colhendo muitos frutos pela passagem por lá".

    "Tudo, absolutamente tudo o que aprendi no Japão eu tento replicar nos trabalhos que eu faço, tudo o que aprendi como atleta, homem e ser humano. Eu lembro de tudo, de todos os treinadores japoneses com quem trabalhei, tudo o que passei. Tudo o que aprendi tento trazer para cá para os meus atletas".

  • Diferenças entre Japão e Brasil

    "O respeito, a disciplina são muito fortes. Você vai passar um comando, e eles entendem, é mais ou menos essas coisas, não tem aquele nosso jeitinho. Se eu ficar falando Japão contigo, eu passo o dia todo. A forma de treinar, abordar, conversar, é tudo muito carinhoso, tudo muito didático. Eles ensinam, os detalhes são legais. Você já ouviu falar que detalhe ganha jogo? Não é questão de ser chato, mas essas coisinhas fazem muita diferença no trabalho".

  • Vanderlei Luxemburgo dirige o VascoCarlos Gregório Jr./Vasco

    Técnicos referências

    "O técnico que me inspirou é meu primeiro técnico japonês, que se chama Nobuhiro Ishisaki, ninguém deve conhecer no Brasil. Mas eu trabalhei com o Vanderlei Luxemburgo. Eu trabalhei com ele por quatro anos, no Kashiwa Reysol e no Montedio Yamagata. E o outro técnico que tenho como referência é o Vanderlei Luxemburgo, que foi quem me subiu no Palmeiras. Eu tive meu primeiro jogo como profissional no Palmeiras com o Vanderlei me vendo na base. Eu joguei com ele uma Copa do Campeões, um jogo do Brasileirão, e ele foi embora. Ele me dizia: 'Diego, fique em paz, porque eu seguro o rojão lá fora'. O Vanderlei fez isso comigo, eu tive que amadurecer muito rápido. Aos 17 anos, jogava uma Copa do Campeões com um técnico que me ajudou muito".

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