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"All Or Nothing: Arsenal" Global Premiere – ArrivalsGetty Images Entertainment

Edu Gaspar já vê cargo ameaçado após problemas na temporada do Nottingham Forest

  • De sonho a pesadelo

    A chegada de Edu foi tratada como um marco que consolidaria o Nottingham Forest como um projeto sólido na Premier League. Quando Marinakis o tirou do Arsenal, em julho, para assumir o cargo de diretor global de futebol do clube, o movimento foi visto como um verdadeiro golpe de mercado. O brasileiro, integrante do histórico time “Invencível” do Arsenal e responsável por montar uma equipe capaz de rivalizar com o Manchester City, recebeu a missão de comandar todas as decisões esportivas do grupo Marinakis, incluindo Olympiacos e Rio Ave.

    Menos de seis meses depois, porém, o cenário virou de cabeça para baixo. Segundo o The Telegraph, Edu já enfrenta enorme pressão, com dúvidas reais sobre seu futuro a longo prazo no City Ground. Conhecido por seu temperamento instável, Marinakis estaria insatisfeito com o retorno do alto investimento, enquanto o Forest ocupa apenas a 17ª posição após uma temporada caótica que já resultou na demissão de dois treinadores.

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  • West Ham United v Brighton & Hove Albion - Premier LeagueGetty Images Sport

    O rompimento com Nuno

    O principal motivo para a fragilidade da posição de Edu teria sido o rompimento completo de sua relação com Nuno Espírito Santo logo no início da temporada. De acordo com a reportagem, os dois mal se falavam pouco tempo após a chegada do dirigente, um desgaste que hoje é visto como fator decisivo para a saída de Nuno, demitido em setembro depois de apenas três jogos.

    A tensão entre diretoria e comissão técnica era evidente. Pouco antes de sair, Nuno deixou no ar o clima interno ao afirmar: “Acho que todos no clube deveriam estar unidos, mas essa não é a realidade”.

    O conflito nasceu de visões opostas sobre o mercado de transferências. Edu chegou com um plano claro para o elenco, que entrava em conflito com as ideias do treinador e do departamento de scouting já existente. A disputa por poder se tornou insustentável. Embora Edu tenha “vencido” com a saída de Nuno, o estrago foi grande: um elenco desequilibrado e o diretor esportivo exposto a críticas.

  • Gastos recordes sem retorno?

    Os detalhes das divergências nas contratações revelam um cenário preocupante nos bastidores. Edu teria insistido fortemente nas chegadas de Douglas Luiz, da Juventus, e de Omari Hutchinson, do Ipswich Town. Nuno, por sua vez, defendia outras opções, com destaque para Adama Traoré, então no Fulham.

    O resultado foi um planejamento caro e conturbado. Hutchinson chegou por £37,5 milhões (mais de R$ 270 milhões), contratação mais cara da história do clube, mas foi praticamente ignorado por Nuno, somando apenas 10 minutos em campo em duas partidas saindo do banco. Mais tarde, o próprio jogador admitiu que “Nuno não falava comigo”, deixando claro que o treinador se recusava a utilizar atletas que não havia pedido.

    Enquanto isso, Traoré está perto de se reencontrar com Nuno no West Ham, o que aumentou ainda mais a frustração dos torcedores do Forest, que viram as preferências do técnico serem ignoradas em favor de contratações caras e pouco eficazes.

    A situação de Douglas Luiz também virou um problema financeiro. O meio-campista tem sofrido com questões físicas desde que chegou da Juventus, mas seu contrato prevê uma obrigação de compra superior a £20 milhões (R$ 146 milhões) caso ele atinja 15 partidas na liga com mais de 45 minutos jogados. O clube agora precisa administrar cuidadosamente seus minutos em campo, sem saber se realmente quer efetivar a contratação.

  • Nottingham Forest v Manchester United - Premier LeagueGetty Images Sport

    Caos no comando e aventura europeia

    A instabilidade virou rotina. Após a saída de Nuno, o Forest contratou Ange Postecoglou, mas o demitiu pouco tempo depois, apostando em Sean Dyche numa tentativa desesperada de fortalecer a defesa. O chamado “efeito Dyche”, no entanto, não aconteceu: a equipe acumula quatro derrotas seguidas.

    O nível da confusão fica escancarado no caso de Arnaud Kalimuendo. Menos de cinco meses após pagar £26 milhões (mais de R$ 190 milhões) ao Rennes pelo atacante, o Forest acertou seu empréstimo ao Eintracht Frankfurt. O francês quase não foi utilizado por Dyche, mas a decisão de liberar uma contratação de peso enquanto o clube ainda disputa a Europa League gerou fortes críticas da torcida.

    A história ganha contornos irônicos nesta terça-feira (6) quando o Forest visita o London Stadium para enfrentar o West Ham, agora comandado justamente por Nuno Espírito Santo. Sob pressão também em seu novo clube, o treinador tem a chance de causar um golpe duro naquele que supervisionou sua saída do City Ground.

    Edu deve acompanhar a partida, mas o fará com seu cargo ameaçado e suas decisões cada vez mais questionadas.

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