Se a morte é inevitável, é uma fraqueza morrer como covarde. Esse verso não era apenas uma sabedoria eterna, mas parecia ser o título mais adequado para duas partidas que tiveram o mesmo resultado contra a Argentina na Copa do Mundo de 2026, mas que contaram histórias totalmente diferentes.
Em uma das histórias, Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, optou por se proteger pelo medo na partida das semifinais; recuou após marcar um gol no início do segundo tempo e deixou a posse de bola e a iniciativa para o adversário, acreditando que a cautela poderia ser o caminho para a salvação. No entanto, o desfecho foi cruel: nem a defesa o salvou da derrota, nem o poupou das críticas.
Já na outra história, Hossam Hassan, técnico do Egito, entrou na partida das oitavas de final ciente da diferença em relação ao campeão mundial, mas se recusou a deixar que essa diferença fosse motivo para desistir. A seleção egípcia jogou com ousadia e buscou o gol da Argentina sempre que surgiu a oportunidade, saindo derrotada no placar (3 a 2), mas conquistou o respeito dos torcedores e o elogio de todos que assistiram à partida.
É aqui que se manifesta a verdadeira diferença entre as duas escolas. A derrota nem sempre é sinônimo de fracasso; pelo contrário, pode se tornar um testemunho de coragem quando se luta até o fim, enquanto se torna mais cruel quando vem após uma rendição precoce. Entre Tuchel e Hossam Hassan, o resultado foi o mesmo, mas a maneira como foi alcançado fez toda a diferença.



