Dois anos depois, Ratcliffe não demonstrou a responsabilidade inerente ao cargo nem levou o United mais perto do topo. Seu reinado como chefe de fato das operações futebolísticas do United foi bastante agitado e gerou muito barulho, mas grande parte disso foi indesejável.
Seus comentários francos e factualmente incorretos sobre a imigração na Grã-Bretanha na semana passada o colocaram em rota de colisão com vários grupos de torcedores, bem como com o próprio clube, que há muito defende a inclusão por meio de sua iniciativa All Red All Equal (Todos Vermelhos, Todos Iguais) e se posiciona como um clube global. O United divulgou um comunicado defendendo esses valores um dia após a entrevista de Ratcliffe à Sky News vir à tona.
Ratcliffe também conseguiu ofender partes interessadas importantes, como o prefeito de Manchester, Andy Burnham, com quem tem trabalhado no projeto do novo estádio do clube. E seus comentários, que Burnham descreveu como “imprecisos, insultuosos e inflamatórios” e disse que “vão contra tudo o que Manchester tradicionalmente defende”, ameaçam minar o projeto do novo estádio, que depende do apoio e da boa vontade locais.
As observações surpreendentes e desnecessárias do coproprietário marcaram o ponto mais baixo de muitos pontos baixos em seus dois anos de liderança do United, e enquanto o chefe da INEOS se prepara para entrar no terceiro ano no controle das operações futebolísticas dos Red Devils, os torcedores teriam motivos para se perguntar se sua chegada trouxe algum benefício.








