O vestiário do Real Madrid nunca foi um lugar fácil para Odegaard. Adolescente, isolado pela barreira do idioma e ignorado por jogadores consagrados, o norueguês foi integrado ao time B, o Real Madrid Castilla, e passou a disputar a terceira divisão espanhola longe de qualquer holofote.
"Com o time B, eu não estava com eles regularmente, então não encontrei aquela conexão. No time principal, eu era apenas um garoto que ia treinar. Não estava envolvido nos jogos, me senti um pouco como um estranho", disse Odegaard, em texto à plataforma The Players' Tribune, em 2023.
"Quando você tem 15 anos e o mundo inteiro está falando sobre você, é fácil começar a acreditar no hype", escreveu o norueguês.
Descartado, iniciou uma longa peregrinação. Por empréstimo, foi parar no Heerenveen e no Vitesse, na Holanda, longe dos grandes palcos e da pressão.
"Parei de jogar com a faísca que era típica do meu jogo. Eu me preocupava mais em não cometer erros do que em realmente jogar o meu jogo. Depois de anos, eu simplesmente não estava progredindo. A imprensa veio atrás de mim por não corresponder imediatamente ao alvoroço criado. Eu era um alvo fácil."
A redenção veio em Londres. Sob Mikel Arteta no Arsenal, Odegaard encontrou equilíbrio, assumiu a braçadeira de capitão e liderou os Gunners à conquista da Premier League em maio deste ano, encerrando um jejum de 22 anos. Na Champions League de 24/25, o Arsenal de Odegaard também eliminou o Real Madrid de Vinícius Júnior. A história tem suas ironias.
"Quando você tem 15 anos e o mundo inteiro está falando sobre você, é fácil começar a acreditar no hype", escreveu o norueguês, em 2023.