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Giuliano Galoppo comemora gol pelo São Paulo no Paulistão 2023Rubens Chiri/São Paulo FC

Diretor do São Paulo critica campo do Palmeiras; 4,5% das lesões foram no gramado

O diretor de futebol estatutário do São Paulo, Carlos Belmonte Sobrinho, se queixou de gramados artificiais na disputa do Campeonato Brasileiro. Na última semana, ele apontou o campo do Allianz Parque, estádio do Palmeiras, como responsável pelas lesões de Giuliano Galoppo e Nahuel Ferraresi.

A GOAL, no entanto, teve acesso ao levantamento de lesões sofridas pelo São Paulo em 2023, feito pelo jornal Anotações Tricolores. Ao todo, foram 51 ausências por problemas clínicos, entre desgastes musculares, ligamentares e ósseos. Se desconsideradas as doenças — dengue, indisposição, virose e gripes —, foram 46 lesões ao todo.

Das 46 lesões, apenas duas aconteceram no estádio palmeirense, que tem um gramado sintético — o zagueiro Nahuel Ferraresi, pela terceira rodada do Paulistão, em janeiro deste ano, e o meia-atacante Giuliano Galoppo, pelas quartas de final do Estadual, em março passado. Isso significa que as outras 44 aconteceram em gramados naturais, defendidos por Carlos Belmonte Sobrinho.

  • Nahuel Ferraresi São PauloDivulgação/São Paulo

    Percentual de lesões

    O São Paulo teve duas lesões no gramado sintético do Allianz Parque, ambas jogando diante do Palmeiras. Os dois problemas clínicos representam 4,3% das lesões sofridas pelo elenco do Tricolor paulista em 2023.

    Se forem consideradas também as doenças — dengue, indisposição, virose e gripes —, o percentual é ainda menor: 3,92% das 51 ausências na atual temporada.

    Nahuel Ferraresi, que se lesionou em janeiro deste ano no Allianz Parque, já voltou a aparecer entre os relacionados do São Paulo — o venezuelano esteve na lista de Dorival Júnior pela primeira vez em 20 de setembro passado, na derrota por 2 a 1 para o Fortaleza. Depois disso, apareceu no banco diante de Coritiba, Corinthians e Vasco.

    Giuliano Galoppo ainda não voltou a praticar o esporte. A previsão é que o argentino esteja à disposição da comissão técnica a partir da pré-temporada de 2024. Ele não entrará em campo novamente em 2023.

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  • Carlos Belmonte Sobrinho e Nelson Marques FerreiraRubens Chiri / saopaulofc.net

    Qual a reclamação de Belmonte?

    Em que pese os números mostrarem que menos de 5% das lesões do São Paulo acontecem em gramados sintéticos, o diretor de futebol Carlos Belmonte Sobrinho disse ao ge, na última semana, que o gramado sintético é maléfico para o futebol brasileiro.

    "A gente tem conversado bastante aqui e isso mudou um pouco. Temos visto a quantidade de lesões que têm ocorrido nos campos sintéticos. A NFL, por exemplo, está no processo contrário, buscando diminuição dos campos sintéticos", afirmou o dirigente.

    "Achamos que tem que ser ao menos rediscutida essa questão no futebol. Vivemos em um país tropical. É fundamental que a gente estude a possibilidade de ter no Brasil só campos de grama ou, no mínimo, campos híbridos, como é o do Corinthians", acrescentou.

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