Antes de mais nada, o que precisa ficar claro é que a Copa Intercontinental, na realidade, não era exatamente um campeonato - era uma final. O encontro era protagonizado pelo campeão da Copa Libertadores, organizada pela Conmebol, e pelo campeão da Liga dos Campeões, de gestão da Uefa. Este modelo foi mantido entre 1964 e 2004, mas com algumas alterações - até 1979, a decisão tinha duas pernas, ida e volta; a partir de 1980, passou a ser definida em jogo único, em território japonês.
Logo, o número de equipes participantes foi a primeira grande mudança trazida pelo modelo da Fifa. Inicialmente chamado de Mundial Interclubes, estreou em 2000, com o título inédito do Corinthians, que participou como convidado por ser o atual campeão nacional do país sede, o Brasil. O campeonato, porém, acabou não sendo disputado em 2001, 2002, 2003 e 2004 e só voltaria às cenas em 2005, novamente sob gestão da Fifa e com formato aprimorado - o São Paulo, tricampeão naquele ano, agradece. Naquele ano, a Copa Intercontinental foi extinta, dando lugar ao Mundia de Clubes. Ali, surgia o modelo que conhecemos até hoje, também envolvendo times da América do Norte, África, Oceania e Ásia.
Uma mudança significativa também foi o país sede. Tradicionalmente, o torneio sempre foi realizado em Yokohama, no Japão, mas, a partir de 2021, foi realocado para a Arábia Saudita, onde segue sendo realizado.
E o Fluminense sabe muito bem disso. Atual campeão da Libertadores, o Tricolor das Laranjeiras fará sua estreia no torneio na próxima terça-feira (19), já nas semifinais. O adversário será o Al Ittihad, da Arábia Saudita, ou Al-Ahly, do Egito.