Pode-se dizer que a principal razão para a chegada do fenômeno das vaias ao Campeonato Saudita é o sentimento das torcidas de que não são valorizadas ou de que suas opiniões e sentimentos não são levados em consideração de forma alguma.
A torcida do Al-Hilal só passou a vaiar Ali Al-Bulaihi após várias partidas nas quais o zagueiro saudita teve atuações péssimas, sendo responsável por diversos gols que balançaram as redes do time.
Durante esse período, a torcida do Al-Hilal promoveu diversas campanhas exigindo a escalação do outro zagueiro da seleção, Hassan Tambakti, ao lado do senegalês Kalidou Koulibaly, no lugar de Al-Bulaihi, especialmente porque ele havia provado seu valor nas poucas oportunidades em que atuou.
No entanto, Jesus não atendeu a esses apelos e, com a persistência dos erros de Al-Bulaihi, a torcida não teve outra alternativa senão vaiá-lo, pressionando o técnico português e forçando-o a recuar de suas convicções, e não sossegou até conseguir o que queria.
O mesmo ocorreu com Al-Amri, pois a torcida só o atacou com dureza depois de perceber que ele se recusava a comemorar os gols do time, deixando claro a todos que vestia aquela camisa contrariado e que se recusava a jogar em favor dessa torcida.
E assim que o zagueiro saudita recuou de sua posição e pediu desculpas à torcida do Al-Nassr, as coisas se acalmaram entre as duas partes, e ele posteriormente até se tornou um dos líderes do time e um de seus elementos mais influentes.
Já quanto a Bondarenko, embora ele não tivesse culpa em sua crise, a razão foi a mesma dos casos anteriores, já que a diretoria do Al-Ahli ignorou as opiniões da torcida e insistiu em trazer um jogador que ela não aprovava para o time.
Diante dessa insistência da diretoria, a torcida não encontrou outra saída para expressar sua raiva e recusa senão vaiar o jogador, que se viu vítima de um conflito do qual nunca foi uma das partes.