"Adeus, Neymar... Você dançou muito fora do campo e esqueceu como dançar dentro dele quando precisávamos de você!"... Com essa frase fúnebre, irônica e cruel, o jornal brasileiro Globo escolheu prestar seu último tributo na noite em que as máscaras da samba caíram e se apagou o último lampejo da “dança cósmica” de Neymar da Silva.
A eliminação diante da Noruega naquela triste noite da Copa do Mundo não foi apenas a saída da seleção considerada a maior da história do torneio, mas sim a queda trágica do maior talento inato que o país do futebol gerou no novo milênio; a queda de um homem que deixou o gramado com a cabeça baixa, não porque o adversário fosse mais forte, mas porque seus pés mágicos tropeçaram nas cordas da agitação da vida que ele mesmo escolheu viver atrás das grades.
Esse garoto tinha tudo para se sentar ao lado de Messi e Cristiano Ronaldo, mas, no fim das contas, escolheu ser um herói das histórias noturnas e esqueceu como ser o salvador da pátria à luz do dia.
A imprensa brasileira não poupou seu antigo ídolo; além do obituário da Globo, a rede UOL descreveu a cena como “o fim trágico de um rei sem coroa, um gênio que perdeu seu trono por culpa própria”.
Por outro lado, os estúdios de análise internacionais transbordaram de amargura evidente, com ex-astros comentando que: “Este é o fim que um dos maiores talentos do futebol do século XXI não merece, mas também é o fim inevitável de um homem que preferiu a agitação da vida ao rigor da glória”.





