O Flamengo vive um momento de incerteza fora das quatro linhas. O BRB (Banco de Brasília), patrocinador mais antigo da camisa rubro-negra, iniciou um processo de corte de despesas após ser impactado pela crise do Banco Master, e a parceria com o clube entrou na revisão estratégica.
Desde 2020 estampando a marca no uniforme do clube, o BRB firmou contrato até 2029 e foi responsável pela criação do Nação BRB FLA, banco digital ligado à torcida, que já acumula quase 4 milhões de clientes.
A instituição passou por troca de diretoria após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro de 2025. O BRB havia investido bilhões na aquisição de carteiras de crédito do Master, e investigações sobre transações suspeitas geraram prejuízos relevantes. Como resposta, o banco decidiu enxugar despesas e revisar investimentos, incluindo patrocínios esportivos.
Os números mostram o impacto: os R$ 118,6 milhões destinados a patrocínios em 2025 caíram para R$ 50 milhões em 2026, conforme publicação recente no Diário Oficial do Governo do Distrito Federal.
O atual contrato de patrocínio na camisa, no valor de R$ 25 milhões por ano, termina no próximo mês. Já a parceria ligada ao Banco Nação vai até 2029 e garante ao Flamengo um valor mínimo adicional de R$ 15 milhões anuais.
Na prática, o clube recebe pelo menos R$ 40 milhões por temporada somando os dois acordos.
Há, porém, um ponto relevante no contrato: o acordo do Banco Nação está vinculado ao patrocínio máster. Caso não haja renovação da exposição da marca do BRB na camisa, o valor mínimo da parceria do Banco Nação sobe automaticamente para R$ 25 milhões por ano.
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