24 anos. Esse é o tempo que se passou desde a última vez que o Brasil venceu a Copa do Mundo, na edição disputada em 2002 no Japão e na Coreia do Sul, que terminou com os dois gols de Ronaldo na final contra a Alemanha. 24 anos para a seleção mais vitoriosa da história da Copa do Mundo são uma eternidade. O mesmo tempo se passou entre a vitória de 1970, a terceira e última Copa do Mundo de Pelé com a Seleção mais forte de todos os tempos, e o título de 1994, conquistado pelo Brasil de Romário na fornalha de Pasadena, nos pênaltis contra a Itália.
gettyCopa do Mundo: o Brasil sempre tem a obrigação de vencer; desta vez, com Ancelotti e o líder Vinícius Júnior
DE ACORDO COM AS LENDAS…
Pelé, Romário e Ronaldo: três lendas, três líderes técnicos absolutos, capazes de levar o Brasil ao topo do mundo. E é justamente de um líder técnico que o Brasil de 2026 precisa, para tentar conquistar a sexta Copa do Mundo. Em 2014, 2018 e 2022, essa função deveria/poderia ter sido desempenhada por Neymar, mas nas três vezes deu errado, especialmente na Copa do Mundo perdida em casa, com aquele dramático 1 a 7 na semifinal contra a Alemanha, o “Mineirazo”. Neymar, com suas 128 partidas pela seleção (e 79 gols), ainda figura entre os convocados, apesar de não jogar pela seleção desde 2023, mas o papel de líder de ataque este ano não é o dele.
...A VINICIUS JR
Cabe a Vinicius Jr., nesta edição, carregar o Brasil nas costas e tentar levá-lo novamente ao topo do mundo. Nascido em 2000, com 48 partidas e 9 gols pela Seleção, Vinicius era muito jovem em 2022, quando disputou sua primeira Copa do Mundo à sombra de Neymar. No Catar, para ele, foram três partidas e um gol, até a eliminação nos pênaltis contra a Croácia nas quartas de final. Hoje, aos 26 anos, Vinicius está no auge da carreira e é certamente o jogador de maior qualidade do elenco do Brasil: nos Estados Unidos, México e Canadá, ele será a estrela da equipe, com todas as honras e responsabilidades que isso acarreta. Assim como o capitão Marquinhos é o líder carismático e espiritual do Brasil, como demonstrou com o abraço ao companheiro de seleção Gabriel no momento do pênalti decisivo perdido por este último na final da Liga dos Campeões vencida pelo PSG contra o Arsenal, Vinicius Jr. é o líder técnico da equipe.
ANCELOTTI, O VENCEDOR
Do campo ao banco, o caminho é curto: depois de conquistar duas Ligas dos Campeões com o Real Madrid, Vinicius tentará conquistar com Carlo Ancelotti também a Copa do Mundo, a única competição no mundo mais importante do que a Liga dos Campeões. Sim, Ancelotti. É ele a verdadeira novidade e a verdadeira aposta do Brasil. Após tantos fracassos com técnicos locais (de Carlos Alberto Parreira a Dunga, de Scolari a Tite), a Confederação Brasileira de Futebol decidiu confiar na experiência de um técnico italiano, um vencedor nato. Depois de conquistar todos os recordes como técnico de times de clubes (5 Ligas dos Campeões vencidas, todos os campeonatos nacionais mais importantes da Europa conquistados), o técnico nascido em 1959 em Reggiolo quer tentar fazer história também no âmbito das seleções nacionais. Contratado em maio de 2025 e tendo se classificado para a Copa do Mundo sem problemas, Ancelotti já conquistou a simpatia e a confiança de todo o futebol brasileiro, a ponto de garantir sua permanência até 2030 antes mesmo do início desta Copa do Mundo.
ATÉ ONDE O BRASIL PODE CHEGAR?
Já saberemos até onde esta seleção brasileira pode chegar logo na estreia desta noite contra o Marrocos, partida que será seguida pelos jogos contra o Haiti e a Escócia, no Grupo C. Para a seleção mais vitoriosa da história, conquistar a Copa do Mundo é uma “obrigação”, e qualquer resultado que não seja a conquista do título será considerado um fracasso. É claro, porém, que há maneiras diferentes de fracassar. Na véspera do torneio, o Brasil não é o principal favorito da Copa do Mundo: à frente da seleção de Ancelotti, tanto os especialistas quanto as casas de apostas colocam Espanha, França e Inglaterra. O Brasil está no quarto pote, junto com Argentina e Portugal. À luz das previsões, do elenco e do caminho percorrido para chegar à Copa do Mundo, é realista pensar que o Brasil pode chegar tranquilamente às quartas de final ou às semifinais. A vitória, porém, é o sonho de todo o povo brasileiro, um sonho depositado sobretudo em Vinícius Jr. e Ancelotti.
A CONVOCAÇÃO
Goleiros: Alisson, Ederson, Weverton
Defensores: Alex Sandro, Bremer, Danilo, Douglas Santos, Gabriel Magalhães, Ibanez, Leo Pereira, Marquinhos
Meio-campistas: Bruno Guimarães, Casemiro, Danilo, Fabinho, Paquetá, Ederson
Atacantes: Endrick, Gabriel Martinelli, Igor Thiago, Luis Henrique, Matheus Cunha, Neymar, Raphinha, Rayan, Vinícius Jr.
A FORMAÇÃO TÍPICA
(4-2-3-1): Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães; Raphinha, Neymar, Vinícius Júnior; Cunha. Técnico: Ancelotti.
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