No Caribe, a família Bacuna viveu em Boca Sami, vila de Curaçao onde o futebol brasileiro era bastante popular. O nome de Juninho Bacuna reflete essa influência direta.
“Juninho Gracielo Bacuna (sim, Juninho mesmo, como primeiro nome).”
O meia também destacou a visibilidade inédita do país em uma Copa do Mundo e a reação internacional à estreia da seleção.
“É uma loucura. Desde que nos qualificamos para a Copa do Mundo, você vê algumas pessoas pensando tipo: ‘Quem é Curaçao?’. E então elas vão pesquisar e ver tipo: ‘Ah, ok. Curaçao é um lugar bem legal’”, disse o jogador.
Juninho e Leandro Bacuna dividem o meio-campo da seleção e representam pilares diferentes da equipe: o primeiro atua mais na criação, enquanto o irmão mais velho exerce função de contenção e liderança.
“Eu vim para a seleção primeiro. Ele ainda estava esperando, jogando no sub-21 da Holanda. Mas aí fomos jogar a Copa Ouro nos Estados Unidos, liguei para ele e disse: ‘Preciso de ajuda’. E Juninho respondeu: ‘Ok, na próxima vez, quando eu puder, eu vou e me junto a você’”, contou Leandro Bacuna em entrevista.
O entrosamento familiar virou uma das principais armas da equipe na competição, que chega à Copa após um processo de reformulação iniciado há mais de uma década pela federação local.