Você tem 24 anos ou mais?

Ajude-nos a verificar sua idade respondendo com sinceridade. Este site contém publicidade relacionada a jogos de azar destinada a maiores de 24 anos.

Age-restricted content

You’re not old enough to view betting content. You’ll be redirected to the homepage.

Esta página tem links afiliados. Quando você compra um serviço ou um produto por meio desses links, nós podemos ganhar uma comissão.

+18 | Conteúdo Comercial | Aplicam-se termos e condições | Jogue com responsabilidade | Princípios editoriais | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento
FBL-BRA-TUN-FRIENDLYAFP

Como é o tratamento alternativo que virou aposta de Estêvão para sonhar com a Copa do Mundo

A lesão muscular de Estêvão acendeu o alerta na seleção brasileira e já gera pessimismo nos bastidores quanto à presença do atacante na convocação final de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo.

Segundo a ESPN, há pouca esperança interna de que o jogador consiga retornar em menos de três meses. Ainda assim, o estafe do atleta trabalha com todas as possibilidades para acelerar o processo de recuperação e manter vivo o sonho do Mundial.

O comprometimento chega a cerca de 80% da musculatura, sem ruptura total, cenário que já o tira da reta final da temporada do Chelsea, mas ainda permite a busca por alternativas menos invasivas.

A cirurgia, que inicialmente era a preferência do clube inglês, foi descartada em comum acordo entre as partes. Como alternativa, surgiu a possibilidade de o jogador viajar para Doha, no Qatar, em busca de um método de recuperação diferenciado, com potencial de reduzir significativamente o tempo de afastamento.

Pelo protocolo convencional, uma lesão desse tipo exige entre 12 e 16 semanas de recuperação, prazo que praticamente inviabilizaria a presença na Copa. Já o tratamento alternativo, caso bem-sucedido, poderia encurtar esse período para quatro ou cinco semanas.

O histórico recente também preocupa. Entre fevereiro e março, Estêvão já havia ficado cerca de um mês fora por um problema semelhante, o que reforça a cautela no processo atual. Na próxima sexta-feira (24), o atacante completa 19 anos.

  • FBL-ENG-PR-CHELSEA-MAN UTDAFP

    Discussão nos bastidores

    O cenário ganhou ainda mais tensão com mudanças internas no Chelsea, incluindo a saída do técnico Liam Rosenior. Mesmo assim, o estafe de Estêvão manteve diálogo com o clube e formalizou o pedido para buscar tratamento fora da Inglaterra.

    O médico da CBF, Rodrigo Lasmar, também entrou em contato com o departamento médico do clube, mas a seleção acompanha o caso à distância, sem poder interferir diretamente na decisão.

    Essa dependência do Chelsea aumenta a preocupação na Confederação Brasileira de Futebol, que já considera a presença do atacante no Mundial como improvável neste momento.

    Internamente, Carlo Ancelotti evita projetar substituições, mas já observa opções como Luiz Henrique e Rayan, que ganharam espaço recentemente.

    Há também um impasse entre clube e estafe. Enquanto o Chelsea prefere manter o jogador em Londres, o entorno de Estêvão prioriza um tratamento alternativo em Doha ou até mesmo no Brasil, mais próximo da estrutura da seleção.

    Pessoas ligadas ao caso classificam a chance de recuperação a tempo como “muito pequena”. Ainda assim, o atacante não descarta nenhuma alternativa e pretende esgotar todas as possibilidades para tentar reverter o cenário.

    A CBF aguarda a definição do tratamento para avaliar em quais condições o jogador poderia, ao menos, ser considerado na convocação, mesmo que apenas para uma fase mais avançada do torneio.

  • Publicidade
  • FBL-ENG-PR-CHELSEA-MAN UTDAFP

    Especialistas opinam

    O diagnóstico acendeu alerta entre especialistas, que destacaram a complexidade da lesão, em entrevista ao g1.

    “Em jogadores explosivos, isso costuma acontecer em arrancadas ou desacelerações bruscas, quando a exigência muscular é muito alta”, explica o ortopedista Bruno Canizares.

    Adriano Marques de Almeida, presidente do Comitê de Artroscopia da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), detalha que lesões musculares variam de parciais a totais, sendo o grau mais elevado caracterizado por ruptura completa das fibras.

    Por se tratar de um quadro grave, o tempo de recuperação tende a ser longo, o que reforça o risco de ausência na Copa.

    “É fundamental um tratamento adequado para garantir cicatrização, mobilidade e recuperação da força sem dor”, afirma Adriano.

    Os especialistas apontam que o retorno pode levar de oito a doze semanas, ou até mais de quatro meses em caso de cirurgia.

    Canizares ainda alerta para os riscos de acelerar o processo.

    “Antecipar o retorno em uma lesão desse nível pode gerar recorrências, o que é ainda mais prejudicial ao atleta.”

    Apesar do cenário delicado, médicos evitam cravar a ausência definitiva, já que fatores como localização da lesão e resposta ao tratamento podem influenciar diretamente no tempo de recuperação.

  • Chelsea v Manchester United - Premier LeagueGetty Images Sport

    Como foi a lesão

    Estêvão se machucou no último sábado (18), durante a derrota do Chelsea por 1 a 0 para o Manchester United, pela Premier League.

    O lance ocorreu aos 14 minutos do primeiro tempo, quando o atacante tentou uma arrancada e caiu imediatamente no gramado, sinalizando dores intensas. Após atendimento, precisou ser substituído.

    Na coletiva após a partida, Liam Rosenior revelou que o jogador estava “chorando” no vestiário, o que já indicava a gravidade do problema.

    Os exames iniciais não apontaram um quadro tão preocupante, mas novas avaliações, realizadas na segunda-feira (20), confirmaram uma lesão mais severa, com quase ruptura muscular.

    Na temporada, Estêvão soma 36 partidas pelo Chelsea, com oito gols e três assistências. Pela seleção brasileira, já marcou cinco vezes em 11 jogos.

    O Brasil está no Grupo C da Copa do Mundo e estreia no dia 13 de junho, contra o Marrocos, em Nova Jersey. Na sequência, encara Haiti e Escócia.


  • GOSTOU DESTA HISTÓRIA?

    Adicione a GOAL.com como sua fonte favorita no Google para ver mais reportagens nossas.

    Siga a GOAL no Google