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Como é o tratamento alternativo que virou aposta de Estêvão para sonhar com a Copa do Mundo

A lesão muscular de Estêvão acendeu o alerta na seleção brasileira e já gera pessimismo nos bastidores quanto à presença do atacante na convocação final de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo.

Segundo a ESPN, há pouca esperança interna de que o jogador consiga retornar em menos de três meses. Ainda assim, o estafe do atleta trabalha com todas as possibilidades para acelerar o processo de recuperação e manter vivo o sonho do Mundial.

O comprometimento chega a cerca de 80% da musculatura, sem ruptura total, cenário que já o tira da reta final da temporada do Chelsea, mas ainda permite a busca por alternativas menos invasivas.

A cirurgia, que inicialmente era a preferência do clube inglês, foi descartada em comum acordo entre as partes. Como alternativa, surgiu a possibilidade de o jogador viajar para Doha, no Qatar, em busca de um método de recuperação diferenciado, com potencial de reduzir significativamente o tempo de afastamento.

Pelo protocolo convencional, uma lesão desse tipo exige entre 12 e 16 semanas de recuperação, prazo que praticamente inviabilizaria a presença na Copa. Já o tratamento alternativo, caso bem-sucedido, poderia encurtar esse período para quatro ou cinco semanas.

O histórico recente também preocupa. Entre fevereiro e março, Estêvão já havia ficado cerca de um mês fora por um problema semelhante, o que reforça a cautela no processo atual. Na próxima sexta-feira (24), o atacante completa 19 anos.

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    Discussão nos bastidores

    O cenário ganhou ainda mais tensão com mudanças internas no Chelsea, incluindo a saída do técnico Liam Rosenior. Mesmo assim, o estafe de Estêvão manteve diálogo com o clube e formalizou o pedido para buscar tratamento fora da Inglaterra.

    O médico da CBF, Rodrigo Lasmar, também entrou em contato com o departamento médico do clube, mas a seleção acompanha o caso à distância, sem poder interferir diretamente na decisão.

    Essa dependência do Chelsea aumenta a preocupação na Confederação Brasileira de Futebol, que já considera a presença do atacante no Mundial como improvável neste momento.

    Internamente, Carlo Ancelotti evita projetar substituições, mas já observa opções como Luiz Henrique e Rayan, que ganharam espaço recentemente.

    Há também um impasse entre clube e estafe. Enquanto o Chelsea prefere manter o jogador em Londres, o entorno de Estêvão prioriza um tratamento alternativo em Doha ou até mesmo no Brasil, mais próximo da estrutura da seleção.

    Pessoas ligadas ao caso classificam a chance de recuperação a tempo como “muito pequena”. Ainda assim, o atacante não descarta nenhuma alternativa e pretende esgotar todas as possibilidades para tentar reverter o cenário.

    A CBF aguarda a definição do tratamento para avaliar em quais condições o jogador poderia, ao menos, ser considerado na convocação, mesmo que apenas para uma fase mais avançada do torneio.

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    Especialistas opinam

    O diagnóstico acendeu alerta entre especialistas, que destacaram a complexidade da lesão, em entrevista ao g1.

    “Em jogadores explosivos, isso costuma acontecer em arrancadas ou desacelerações bruscas, quando a exigência muscular é muito alta”, explica o ortopedista Bruno Canizares.

    Adriano Marques de Almeida, presidente do Comitê de Artroscopia da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), detalha que lesões musculares variam de parciais a totais, sendo o grau mais elevado caracterizado por ruptura completa das fibras.

    Por se tratar de um quadro grave, o tempo de recuperação tende a ser longo, o que reforça o risco de ausência na Copa.

    “É fundamental um tratamento adequado para garantir cicatrização, mobilidade e recuperação da força sem dor”, afirma Adriano.

    Os especialistas apontam que o retorno pode levar de oito a doze semanas, ou até mais de quatro meses em caso de cirurgia.

    Canizares ainda alerta para os riscos de acelerar o processo.

    “Antecipar o retorno em uma lesão desse nível pode gerar recorrências, o que é ainda mais prejudicial ao atleta.”

    Apesar do cenário delicado, médicos evitam cravar a ausência definitiva, já que fatores como localização da lesão e resposta ao tratamento podem influenciar diretamente no tempo de recuperação.

  • Chelsea v Manchester United - Premier LeagueGetty Images Sport

    Como foi a lesão

    Estêvão se machucou no último sábado (18), durante a derrota do Chelsea por 1 a 0 para o Manchester United, pela Premier League.

    O lance ocorreu aos 14 minutos do primeiro tempo, quando o atacante tentou uma arrancada e caiu imediatamente no gramado, sinalizando dores intensas. Após atendimento, precisou ser substituído.

    Na coletiva após a partida, Liam Rosenior revelou que o jogador estava “chorando” no vestiário, o que já indicava a gravidade do problema.

    Os exames iniciais não apontaram um quadro tão preocupante, mas novas avaliações, realizadas na segunda-feira (20), confirmaram uma lesão mais severa, com quase ruptura muscular.

    Na temporada, Estêvão soma 36 partidas pelo Chelsea, com oito gols e três assistências. Pela seleção brasileira, já marcou cinco vezes em 11 jogos.

    O Brasil está no Grupo C da Copa do Mundo e estreia no dia 13 de junho, contra o Marrocos, em Nova Jersey. Na sequência, encara Haiti e Escócia.


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