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Jose Mourinho Benfica 2025-26Getty

Como os jogos mentais de José Mourinho fizeram a diferença para o Benfica contra o Real Madrid na Champions League

  • Provando um ponto: Mourinho continua sendo o "Special One"

    Há quem questione se José Mourinho, aos 63 anos, ainda está preparado para a realidade do futebol moderno. O português foi responsável por conquistas marcantes ao longo da carreira — incluindo títulos nacionais e glórias europeias — por clubes como Porto, Chelsea, Inter, Real Madrid, Manchester United e Roma.

    No entanto, sua passagem pelo Fenerbahçe, na Turquia, foi abaixo do esperado, e o retorno às origens, em Lisboa, veio acompanhado da consciência de que sua reputação precisava ser reconstruída aos olhos de parte do meio futebolístico. A vitória impressionante sobre um gigante de La Liga, porém, serviu para reforçar uma mensagem clara: Mourinho pode até ter mudado de cenário, mas não perdeu nem um pouco do seu brilho.

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  • Jose Mourinho Anatoliy Trubin Benfica 2025-26Getty/GOAL

    Goleiro do Benfica marca gol decisivo aos 98 minutos

    Segundo o jornal AS, que analisou como a improvável classificação na Champions League se tornou possível, “vencer o Real Madrid foi, é, um grito de rebeldia — contra os críticos, contra todos”.

    Mourinho viu o goleiro Anatoliy Trubin marcar o gol decisivo para o Benfica, ao subir de cabeça aos 53 minutos do segundo tempo, garantindo a vaga nos play-offs do mata-mata pelo mais estreito dos limites. Mas o jornal espanhol destaca que o alicerce dessa façanha havia sido construído muito antes daquele desfecho eletrizante em Portugal — inclusive com Mourinho e sua comissão inicialmente sem saber que o time precisava marcar o quarto gol na noite.

    Ainda de acordo com o AS, a “chave” do plano de Mourinho foi “libertar os jogadores”, retirando o peso da pressão de seus ombros e assumindo-a para si. A ideia era fazê-los entender que havia “muito mais a ganhar do que a perder” e que tudo “era possível”.

    Um dos técnicos mais vitoriosos da era moderna sempre foi reconhecido pela excelência no trato com o elenco, e essa virtude voltou a ser colocada à prova. Mourinho buscou, mais uma vez, “incutir nos jogadores a ideia de que era possível falar sobre o impossível”.

  • Fraquezas do Real Madrid são identificadas

    No pré-jogo, o ambiente foi descrito como “repleto de conversas, companheirismo e histórias”. Mas nem tudo foi descontração. Do ponto de vista tático, “tudo foi controlado ao milímetro”. Mourinho sabia que o Real Madrid buscaria “construir ataques de forma rápida” e que seria fundamental conter esse tipo de ameaça — ainda que Kylian Mbappé tenha conseguido marcar dois gols na partida.

    O Benfica também identificou como ponto frágil a “reação do Real Madrid após perder a posse da bola”. A partir disso, Mourinho desafiou seus jogadores a recuperarem a bola ainda no campo de ataque, no setor ofensivo, “forçando o Real Madrid ao erro”. Não houve “necessidade de reinventar a roda”: o plano de jogo foi desenhado da forma mais simples e objetiva possível.

    Fisicamente, o Benfica também se impôs. A equipe correu cerca de 10 quilômetros a mais do que o Real Madrid, superando o rival na intensidade e na entrega. A vitória teria sido mais uma prova de que Mourinho não perdeu sua “fome por vencer”. As comemorações foram efusivas após o gol decisivo de Trubin — com direito até a pedidos de desculpa posteriores ao banco do Real Madrid.

  • Jose-Mourinho(C)GettyImages

    Mourinho dedicado a ter sucesso no Benfica

    Mourinho tem se dedicado intensamente ao projeto em Lisboa. Segundo uma fonte ouvida pelo AS, “ele passa horas no Benfica Campus e faz questão de acompanhar os treinos das diversas equipes da base. Dorme lá, come lá. Está feliz e muito envolvido. Dedica muito tempo ao clube e às pessoas que fazem parte dele”.

    O Special One ainda não sofreu nenhuma derrota no campeonato português nesta sua segunda passagem pelo Benfica e tem a equipe ocupando a terceira colocação da liga. Para ele, a vitória sobre o Real Madrid deve servir como um “ponto de partida” para conquistas ainda maiores.

    Após a histórica noite europeia no Estádio da Luz, Mourinho afirmou: “Eu estaria igualmente orgulhoso se não tivéssemos nos classificado. Esse foi o desafio que lancei aos jogadores: se não passarmos, ao menos temos de vencer. Esse era o orgulho por trás dessa atitude. Eu ficaria tão feliz quanto fiquei vencendo o Real Madrid mesmo que não tivéssemos conseguido a classificação”.

    No fim das contas, Mourinho alcançou seus dois objetivos. A vitória manteve viva a disputa por uma vaga nas oitavas de final e reforçou a narrativa de mais um “milagre” sob seu comando — com a sensação de que ainda há muito mais por vir.

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