- Três jogos já foram interrompidos por alerta
- Protocolo segue regras rigorosas dos EUA
- Mais paralisações devem ocorrer
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AFPO protocolo de paralisação climática adotado no Mundial de Clubes tem chamado atenção dos brasileiros. Nos Estados Unidos, diferente do Brasil, no entanto, paralisações e adiamentos são práticas frequentes diante de qualquer risco climático, seguindo orientações rigorosas do Serviço Nacional de Meteorologia.
Três partidas do Mundial de Clubes já foram paralisadas por conta do protocolo climático adotado nos Estados Unidos. O confronto entre Mamelodi Sundowns e Ulsan começou com uma hora de atraso em Orlando. A partida entre Pachuca e Red Bull Salzburg foi interrompida por 1h40 após um alerta climático em Cincinnati. Já o jogo entre Palmeiras e Al Ahly também precisou ser suspenso no segundo tempo, mesmo com o céu aparentemente limpo, devido ao risco de tempestade com raios e trovões, conforme determinam as regras locais.
O protocolo climático adotado no Mundial de Clubes segue diretrizes rígidas recomendadas pelo serviço de meteorologia dos Estados Unidos e aplicadas pela Fifa. Ele estabelece que partidas devem ser suspensas assim que houver qualquer risco de tempestade elétrica, mesmo que o céu pareça limpo.
O procedimento é baseado em cinco perguntas-chave: quando interromper a atividade, onde buscar abrigo, quando retomar, quem toma a decisão e o que fazer em caso de acidente. A orientação é que qualquer som de trovão já justifique a paralisação, pois isso indica uma tempestade a até 16 km de distância — distância suficiente para que raios atinjam o local da partida. Também é recomendado interromper o jogo se o céu estiver com aparência ameaçadora, já que nuvens carregadas podem gerar descargas elétricas imediatamente ao se formarem.
A retomada do evento só é autorizada após pelo menos 30 minutos sem novos trovões. As decisões são sempre baseadas em previsões atualizadas, como as fornecidas pela Rádio Meteorológica NOAA, com o objetivo de eliminar erros de julgamento e garantir a segurança de todos os envolvidos.
"Autoridades responsáveis por atividades esportivas ao ar livre precisam entender o que são tempestades e raios para tomar decisões conscientes sobre quando buscar segurança. Sem esse conhecimento, as autoridades podem basear suas decisões em experiências pessoais e/ou no desejo de realizar a atividade. Infelizmente, decisões baseadas em experiências anteriores ou no desejo de realizar a atividade podem colocar a vida das pessoas envolvidas em risco."
"Se houver previsão de tempestades, os organizadores devem considerar o cancelamento ou o adiamento da atividade ou evento. Em alguns casos, o evento pode ser transferido para um local fechado. Assim que as pessoas começarem a chegar ao evento, as diretrizes do plano de segurança contra raios devem ser seguidas. As autoridades devem monitorar as condições climáticas, o radar meteorológico e a tecnologia de detecção de raios para detectar tempestades em desenvolvimento ou se aproximando", complementa.
Cenas como as paralisações vistas até agora no Mundial de Clubes devem se repetir em outras partidas da competição, já que o torneio acontece durante o verão nos Estados Unidos — estação que vai até 22 de setembro de 2025 e é marcada por altas temperaturas, chuvas intensas e tempestades elétricas frequentes. O mesmo tipo de interrupção também deve ocorrer durante a Copa do Mundo de 2026, que será disputada em solo norte-americano, especialmente se os jogos forem realizados nas regiões mais afetadas por esse tipo de instabilidade climática.