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Mexico v Ecuador: Round Of 32 - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

Como funciona a "Lei Vini Jr." que já causou expulsões na Copa do Mundo

A chamada "Lei Vini Jr." voltou a ser aplicada na Copa do Mundo de 2026. Nesta segunda-feira, o zagueiro equatoriano Piero Hincapié foi expulso na derrota por 2 a 0 para o México, no Estádio Azteca, tornando-se o segundo jogador a receber cartão vermelho com base na nova determinação da Fifa.

O lance aconteceu já nos acréscimos da partida. Durante uma discussão com o atacante mexicano Santiago Giménez, Hincapié cobriu a boca enquanto falava com o adversário. Giménez alertou a arbitragem sobre o episódio, que foi revisado pelo VAR.

Após assistir às imagens no monitor, o árbitro Slavko Vinčić aplicou o cartão vermelho direto ao defensor. Pouco depois, a partida foi encerrada, confirmando a vitória mexicana e a classificação às oitavas de final.

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    Segundo caso no Mundial

    A expulsão de Hincapié não é inédita nesta Copa. Ainda na fase de grupos, o meia paraguaio Miguel Almirón também recebeu cartão vermelho após cobrir a boca durante uma discussão com jogadores da Turquia.

    Nem toda situação, porém, resulta em punição. Durante Inglaterra x Gana, Jude Bellingham também levou a mão ao rosto enquanto conversava com Jordan Ayew, mas o episódio não foi enquadrado na regra por não fazer parte de um momento de confronto ou provocação entre os atletas.

    Segundo a Fifa, a medida só é aplicada quando o gesto acontece em contexto de conflito, justamente para evitar que possíveis insultos sejam ocultados da arbitragem.

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  • FBL-EUR-C1-BENFICA-REAL MADRIDAFP

    Regra nasceu após caso com Vini Jr.

    A mudança foi aprovada pela Fifa após um episódio envolvendo Vinicius Júnior no futebol europeu. Em partida entre Real Madrid e Benfica, o atacante brasileiro denunciou ter sido alvo de insultos racistas por Prestianni, que cobriu a boca enquanto falava.

    Embora o jogador argentino tenha negado qualquer ofensa, a Uefa aplicou uma suspensão de seis partidas. O caso abriu caminho para que a Fifa endurecesse a punição em competições sob sua organização.

    Na apresentação da regra, o presidente da entidade, Gianni Infantino, explicou o objetivo da medida.

    "Se um jogador cobrir a boca e falar algo, e isso tiver um impacto racista, ele precisa ser expulso. Precisamos assumir que ele disse algo que não deveria, porque, do contrário, não precisaria cobrir a boca."

    Desde então, qualquer jogador que utilize o gesto para esconder palavras durante uma discussão pode ser expulso, caso a arbitragem entenda, com auxílio do VAR, que houve comportamento ofensivo ou discriminatório. A Copa do Mundo de 2026 já registrou dois casos.