Alguns descreveram a classificação de Curaçao para a Copa do Mundo como um milagre — algo que realmente exige acreditar em algum tipo de força superior. E, de fato, havia algo maior do que a vida naquela noite em Kingston, duas semanas atrás, quando a Onda Azul garantiu um empate contra a Jamaica e avançou ao torneio de 2026.
Presidente da federação, Gilbert Martina entende por que essa palavra continua surgindo. Os jogadores de Curaçao rezam antes de cada treino e de cada partida — não para uma fé ou tradição específica, mas como um gesto de união. Para eles, a crença é o ponto de partida.
“Começamos com uma oração: agradecendo por estarmos vivos. Agradecendo pela jornada à nossa frente. Espiritualidade, religião, seja qual for o nome, isso é uma parte essencial da equipe”, disse Martina à GOAL.
E funcionou. Não só isso, é claro. Há várias dinâmicas que moldam uma equipe vencedora: tática, desempenho no dia do jogo e, talvez, um pouco de sorte ao longo dos 90 minutos. Para Curaçao, a oração era um ato de união, uma forma de um grupo de 26 jogadores — representando uma nação de apenas 155 mil habitantes — expressar coesão enquanto enfrentavam cada novo desafio.
E a classificação, de maneira mais ampla, exigiu um pouco de tudo. Oração? Certamente. Mas também um senso de propósito, uma crença genuína e o investimento certo, aplicado na medida necessária, para impulsionar uma pequena nação rumo à Copa do Mundo de 2026.
“Eu chamo isso de uma jornada divina. É mágico. Quando tudo se alinha — quando o universo se alinha ao seu objetivo — é aí que a mágica acontece.”
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