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Clubes argentinos concordam em entrar em greve devido à “perseguição judicial” ao presidente da AFA, Claudio Tapia

  • Presidente da AFA sob fogo cruzado

    A decisão de cessar todas as atividades foi tomada rapidamente depois que um juiz intimou Tapia a depor em 5 de março como parte de uma investigação sobre a suposta apropriação indevida de contribuições previdenciárias. O caso, que intensificou o atrito entre a federação de futebol e as autoridades governamentais, foi desencadeado por uma denúncia formal da Agência de Receita e Controle Aduaneiro (ARCA). Os líderes do futebol no país reagiram com fúria aos acontecimentos, considerando a intervenção legal um ataque ao órgão regulador do esporte, segundo reportagem da ESPN.

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    Clubes unem-se para greve unânime

    O comitê executivo da liga profissional não hesitou em mostrar uma frente unida durante uma reunião de alto risco para discutir a crise. Em uma demonstração de solidariedade a Tapia, que supervisionou a recente era de domínio internacional da seleção nacional, o comitê resolveu por decisão unânime suspender todas as partidas da primeira divisão e outros jogos da liga programados para o início de março. A paralisação tem como objetivo enviar uma mensagem clara ao judiciário e às autoridades fiscais sobre o tratamento injusto percebido pela liderança da AFA.

    A AFA confirmou os detalhes do protesto após a resolução do comitê executivo. Em um comunicado oficial, o órgão regulador declarou que a greve ocorreria “em protesto contra a denúncia apresentada pela ARCA”. Essa medida sem precedentes significa que os estádios em toda a Argentina permanecerão vazios durante o período especificado, deixando torcedores e emissoras em limbo enquanto o drama jurídico em torno de “Chiqui” Tapia continua a se desenrolar nos tribunais de Buenos Aires.

  • As alegações financeiras por trás da proibição de viagens

    A pressão legal sobre Tapia atingiu seu ponto máximo na última sexta-feira, quando o juiz Diego Amarante tomou a importante medida de emitir uma proibição de viagem contra o presidente da federação. A investigação se concentra no suposto não pagamento de contribuições previdenciárias que totalizam impressionantes 19 bilhões de pesos (aproximadamente US$ 13 milhões) entre 2024 e 2025. Essa restrição de viagem foi acompanhada de uma intimação para que outros quatro altos funcionários comparecessem para interrogatório, enquanto o tribunal busca descobrir suspeitas de irregularidades financeiras.

    Tapia não é o único peso pesado do futebol argentino alvo da investigação. O tribunal também convocou o tesoureiro da AFA, Pablo Toviggino, o secretário-geral Cristian Malaspina, o diretor-geral Gustavo Lorenzo e o ex-presidente do Racing Club, Víctor Blanco. Essas figuras, que ocuparam cargos importantes durante o período sob investigação, estão agora no centro de um caso que efetivamente congelou os escalões superiores da hierarquia do futebol argentino.

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    AFA nega dívida enquanto as tensões aumentam

    Apesar da gravidade das acusações apresentadas pela autoridade fiscal, a AFA manteve sua inocência e contestou os fundamentos da denúncia. De acordo com a agência tributária, a federação teria deixado de depositar os valores retidos dentro do prazo de 30 dias corridos a partir da data de vencimento, o que levou à notificação de dívidas significativas. No entanto, a AFA emitiu uma refutação firme em um comunicado à imprensa na segunda-feira, afirmando: “A Associação Argentina de Futebol não tem dívidas pendentes relativas às obrigações fiscais que foram utilizadas como base para a denúncia apresentada pela ARCA e que serviram de base para a decisão judicial de intimar as autoridades desta entidade a prestar depoimento investigativo.

    O pagamento voluntário dessas obrigações fiscais foi feito antes da data de vencimento, sendo essa a base do argumento que já foi apresentado ao tribunal interveniente e que, até o momento, está pendente de resolução pelo Tribunal de Apelações.

    “A ARCA pretende considerar que essas obrigações, que ainda não estão vencidas e que ela nem mesmo pode cobrar, se tornam a base para a possível prática de um crime fiscal, em contradição aberta com as normas legais vigentes.

    De acordo com a reunião do Comitê Executivo da Liga Profissional realizada hoje, os diretores, por decisão unânime de todos os presentes, solicitaram a suspensão da 9ª rodada da LPF, que vai de quinta-feira, 5 de março, a domingo, 8 de março, e do restante das categorias do nosso futebol, em repúdio à denúncia feita pela ARCA contra a Associação Argentina de Futebol.”

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