“Pode-se tirar o menino do gueto, mas nunca o gueto do menino”, disse ele certa vez sobre sua origem – uma frase que nos faz refletir profundamente. Ibrahimovic cultivou a diferença, também em campo. Enquanto outros preferiam jogar a bola com segurança, ele sempre buscava o especial, o menos provável. Seus inúmeros gols acrobáticos e espetaculares refletiam o mesmo espírito com que ele falava: intransigente, surpreendente, único.
A trajetória profissional de Ibrahimovic parece o itinerário de um conquistador: Ajax, Juventus, Inter de Milão, Barcelona, Milan, Paris Saint-Germain, Manchester United, Los Angeles Galaxy e novamente Milan. Em todos os lugares, ele levava a mesma mensagem: não estou aqui para me adaptar, mas para dominar.
Isso ficou particularmente claro durante sua passagem pelo Barcelona, sob o comando de Pep Guardiola. Lá, houve um certo choque de filosofias: de um lado, o pensamento coletivo e a disciplina tática total; do outro, o rebelde Ibrahimovic, que não queria ser forçado a se encaixar em um molde. Seu julgamento sobre Guardiola foi, como de costume, drástico. “Eu sou uma Ferrari e você me dirige como um Fiat”, acusou ele ao treinador.