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O caminho que o Bodo/Glimt terá de percorrer até a final da Champions League 2025/26

A Champions League costuma obedecer a uma lógica clara: orçamentos bilionários, elencos estrelados e camisas pesadas dominando as fases decisivas. Mas o futebol, vez ou outra, abre espaço para o improvável. E nesta temporada, ninguém representa melhor essa quebra de hierarquia do que o Bodo/Glimt.

Direto do Círculo Polar Ártico, o clube norueguês eliminou a Inter de Milão com um contundente 5 a 2 no placar agregado, despachando um dos gigantes do continente e escrevendo um dos capítulos mais surpreendentes da história recente da competição.

A façanha ganha contornos ainda mais impressionantes quando se olha para o contexto. O Bodo/Glimt representa uma cidade de pouco mais de 43 mil habitantes e trabalha com uma receita anual estimada em cerca de 60 milhões de euros, cifra considerada modesta no padrão da Champions. Ainda assim, derrubou potências como Manchester City e Atlético de Madrid ao longo da campanha.

Há menos de uma década, o clube disputava a segunda divisão norueguesa. Agora, figura entre os 16 melhores da Europa e alimenta um conto de fadas que parece longe de terminar.

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  • Inter Bodo Glimt desktopGetty Images

    De zebra a protagonista

    O início da trajetória continental foi irregular. Sem vencer nas seis primeiras rodadas da fase de liga da Champions, o Bodo/Glimt parecia caminhar para uma eliminação discreta. Mas a história começou a mudar em casa, com uma vitória marcante sobre o Manchester City.

    O triunfo virou a chave emocional da equipe. Na sequência, veio outra atuação histórica: vitória de virada em Madri contra o Atlético, resultado que garantiu a classificação aos play-offs e consolidou a confiança do elenco.

    Diante da Inter, a disparidade financeira e estrutural era evidente. No campo, porém, o roteiro foi outro. Organização tática, intensidade constante, coragem para propor o jogo e fidelidade ao modelo coletivo foram as armas que transformaram a diferença de orçamento em detalhe secundário.

    O Bodo/Glimt deixou de ser apenas uma zebra simpática. Tornou-se uma das grandes histórias da temporada europeia.

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  • Hauge Bodo GlimtGetty Images

    Sonho crescente

    Com vaga assegurada nas oitavas de final, o clube já não entra apenas como surpresa. Carrega a responsabilidade de provar que seu projeto é sólido e competitivo em qualquer cenário.

    O próximo desafio é o Sporting, de Portugal, adversário tradicional que tenta interromper a ascensão norueguesa. Os confrontos estão programados para a semana do dia 10 de março (ida) e 18 de março (volta), em mais um teste de maturidade para o time do norte da Europa.

    Internamente, o discurso é de pés no chão. Mas o sonho começa, inevitavelmente, a ganhar forma.

  • FK Bodo/Glimt v FC Internazionale Milano - UEFA Champions League 2025/26 League Knockout Play-off First LegGetty Images Sport

    O caminho até a final

    O chaveamento reserva desafios ainda maiores. Caso avance diante do Sporting, o Bodo/Glimt pode cruzar com Arsenal, favorito e uma das melhores equipes do torneio, ou Bayer Leverkusen, um dos projetos consolidados na Alemanha, nas quartas de final.

    Em uma eventual semifinal, o nível sobe ainda mais: Tottenham, Newcastle, Barcelona ou novamente o Atlético de Madrid podem surgir no horizonte. Os espanhóis, inclusive, já conhecem a força do clube norueguês, derrotados em Madri durante a fase anterior.

    A possibilidade de uma final de Champions League ainda parece distante no papel, mas já deixou de soar impossível dentro do universo do Bodo/Glimt.

    Para uma cidade de 43 mil habitantes e para jogadores como Jens Petter Hauge, craque do time, alcançar a decisão continental significaria muito mais do que um feito histórico, seria a consagração definitiva de um projeto que ousou desafiar a lógica do futebol europeu.

    Na terra do frio extremo, o calor do sonho continua aceso para o Bodo/Glimt.

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