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O caminho do Brasil: quem pode cruzar com a seleção na segunda fase da Copa

A seleção brasileira já conhece data, horário e local de sua estreia no mata-mata da Copa do Mundo de 2026. Após vencer a Escócia por 3 a 0 e confirmar a liderança do Grupo C, a equipe de Carlo Ancelotti volta a campo na próxima segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), no NRG Stadium, em Houston.

O adversário ainda não está definido, mas sairá obrigatoriamente do Grupo F. Holanda, Japão e Suécia chegam à rodada final com chances de classificação e também de terminar na liderança da chave.

Os dois jogos decisivos do grupo acontecem simultaneamente nesta quinta-feira, às 20h (de Brasília): Japão x Suécia e Holanda x Tunísia.

Neste momento, o Japão aparece como o rival mais provável da seleção. Os japoneses ocupam a segunda colocação com quatro pontos, mesma pontuação da Holanda, que lidera pelos gols marcados (sete contra seis). A Suécia aparece logo atrás, com três pontos, enquanto a Tunísia já está eliminada.

Caso avance na segunda fase, a equipe de Ancelotti voltará a campo pelas oitavas de final no dia 5 de julho. O calendário ainda prevê quartas de final em 11 de julho, semifinal em 15 de julho e a decisão da Copa do Mundo em 19 de julho.

  • Netherlands v Sweden: Group F - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Holanda provável líder

    A Holanda chega à última rodada como líder do Grupo F e dona do melhor ataque da chave. A equipe comandada por Ronald Koeman marcou sete gols em duas partidas e tem mostrado força principalmente pelos lados do campo.

    O trio ofensivo formado por Cody Gakpo, Donyell Malen e Brian Brobbey tem sido um dos destaques da equipe. Brobbey, inclusive, marcou duas vezes na goleada sobre a Suécia. Memphis Depay, atacante do Corinthians, ainda busca seu espaço. Recuperando a melhor condição física, ele começou os dois jogos no banco de reservas, enquanto Summerville, do West Ham, ganhou protagonismo entre os titulares.

    Apesar da força ofensiva, os holandeses apresentaram algumas fragilidades defensivas, especialmente nas bolas paradas, problema explorado pelo Japão no empate da estreia.

    Além da qualidade técnica, a Holanda carrega um peso histórico para os brasileiros. Em Copas do Mundo, os europeus levam vantagem no confronto direto e foram responsáveis por eliminações marcantes da seleção em 2010 e 2014.

    Se a Holanda vencer a Tunísia: mantém a liderança caso o Japão não vença a Suécia ou não consiga superar o saldo e os gols marcados dos holandeses.

    Se a Holanda empatar ou perder: passa a depender diretamente do resultado entre Japão e Suécia para terminar em primeiro.

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  • Tunisia v Japan: Group F - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Japão no caminho

    O Japão é uma das seleções que mais chamou atenção neste ciclo de Copa do Mundo. Em outubro do ano passado, os japoneses derrotaram o Brasil por 3 a 2 em amistoso, resultado que serviu de alerta para a equipe de Ancelotti.

    No Mundial, os asiáticos confirmaram a boa fase. Empataram com a Holanda em uma partida movimentada e depois venceram a Tunísia com autoridade.

    A equipe de Hajime Moriyasu aposta em intensidade e velocidade pelos lados do campo. Os pontas Maeda e Kubo, além dos alas Doan e Nakamura, são peças fundamentais para um sistema ofensivo que procura atacar durante os 90 minutos. No comando do ataque, Ueda tem sido a principal referência ofensiva.

    Ao mesmo tempo em que cria muitas oportunidades, o Japão também deixa espaços defensivos. A agressividade pelos lados costuma abrir brechas para contra-ataques, cenário que poderia favorecer jogadores como Vinicius Júnior, Rayan e Luiz Henrique.

    O histórico entre brasileiros e japoneses em Copas é curto. O único encontro aconteceu na fase de grupos da Copa de 2006, quando o Brasil venceu por 4 a 1.

    Se o Japão vencer a Suécia: pode assumir a liderança caso a Holanda não vença ou não consiga manter vantagem nos critérios de desempate.

    Se Japão e Suécia empatarem: os japoneses só terminam em primeiro se a Holanda perder. A disputa pela segunda colocação dependerá dos critérios de desempate.

  • FBL-WC-2026-MATCH35-NED-SWEAFP

    Suécia correndo por fora

    A Suécia chega viva à rodada final após uma campanha de extremos. Depois de atropelar a Tunísia por 5 a 1 na estreia, sofreu uma dura derrota pelo mesmo placar diante da Holanda.

    O grande trunfo da equipe está no setor ofensivo. Viktor Gyökeres e Alexander Isak formam uma das duplas de ataque mais perigosas da competição e participaram diretamente da maioria dos gols suecos até aqui. No meio-campo, Ayari foi um dos destaques da vitória na estreia, mas teve participação mais discreta diante dos holandeses.

    Se o ataque inspira confiança, a defesa preocupa. A equipe tem mostrado dificuldades na marcação e concedido muitos espaços, algo que ficou evidente na goleada sofrida para a Holanda.

    O histórico favorece amplamente a seleção brasileira. Em sete confrontos por Copas do Mundo, o Brasil jamais perdeu para os suecos: são cinco vitórias e dois empates. O duelo mais emblemático aconteceu na final de 1958, quando Pelé brilhou e conduziu o Brasil ao primeiro título mundial da história.

    Se a Suécia vencer o Japão: pode assumir a liderança caso a Holanda tropece diante da Tunísia. A outra vaga ficaria entre holandeses e japoneses.

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