Quando a expansão da Copa do Mundo para 48 seleções foi anunciada, um dos principais questionamentos era se o torneio perderia qualidade técnica com a entrada de equipes de menor tradição. A campanha de Cabo Verde, porém, oferece um contraponto difícil de ignorar.
Em sua primeira participação em Mundiais, a seleção africana transformou a oportunidade criada pelo novo formato em uma das maiores histórias da Copa de 2026, chegando aos 16 avos de final, equilibrando confrontos contra campeões mundiais e caindo apenas na prorrogação diante da Argentina.
Muito se discutiu se a ampliação da Copa para 48 seleções atendia mais aos interesses comerciais da Fifa do que ao futebol. A campanha de Cabo Verde, porém, oferece um argumento difícil de rebater: quanto mais países têm a oportunidade de disputar o Mundial, maiores são as chances de surgirem histórias que o antigo formato simplesmente não permitia.






