Pelo menos por uma noite, o técnico Fernando Santos fez o que não conseguiu na Euro 2020: colocou Bruno Fernandes em posição de destaque.
O meia do Manchester United, que estava no banco naquele torneio, marcou e deu assistência contra a República Tcheca em uma atuação enérgica que resumiu suas qualidades positivas. Ele voltou a ser uma escolha fácil.
Fernandes teve mais liberdade quando Santos o afastou do meio de campo com três jogadores em que ele atuouu nos últimos dois anos. Portugal implantou um duplo pivô entre Ruben Neves, do Wolves, e William Carvalho, do Real Betis, o que permitiu que Fernandes e Bernardo Silva, do Manchester City, aumentassem o campo mais do que às vezes lhes é permitido. O plano funcionou perfeitamente.
Um dos companheiros de equipe de Fernandes em Old Trafford, Diogo Dalot, também esteve entre os melhores com dois gols, enquanto Diogo Jota, do Liverpool, saiu do banco para marcar o quarto de Portugal.
Cristiano Ronaldo lutou, no entanto, mostrou sua idade em um jogo em que normalmente teria prosperado. É improvável que o papel de titular lhe seja retirado, mas Portugal está desesperado para que ele encontre a sua forma goleadora.






