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Netherlands v Morocco: Round Of 32 - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

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Bono, que destruiu o orgulho da Espanha e da Holanda, desafia seu passado diante do Canadá

A seleção marroquina se classificou para as fases finais da Copa do Mundo após garantir sua passagem nos pênaltis, onde o goleiro Yassine Bounou (nascido em Montreal em 1991) voltou a ser o herói da partida na marca dos 11 metros, garantindo aos Leões do Atlas um confronto muito aguardado contra o Canadá, em Houston, para disputar uma vaga nas quartas de final.

O jornal espanhol “Marca” destacou que a seleção marroquina fez história neste Mundial ao contar com um time titular composto inteiramente por jogadores nascidos fora do país, entre eles Bono, que é o jogador mais velho do grupo. e, apesar de ter se mudado para o Marrocos ainda criança, passou seus primeiros anos no Canadá, onde declarou anteriormente ao jornal “El Mundo”: “Meu pai era professor universitário de Física e, por isso, minha família morou no Canadá por oito anos”.

  • Da garagem ao sonho de se tornar profissional

    O jornal destacou que Bono não teve tempo suficiente para se integrar totalmente no Canadá antes de iniciar sua viagem de volta a Casablanca, onde o goleiro contou detalhes de seus primeiros passos, dizendo: “Aprendi a jogar futebol em uma ladeira de estacionamento, desenhei uma trave na parede e coloquei cestos de lixo”, e foi o clube Al-Wedad que lhe deu a oportunidade de estrear, antes de se transferir para o Atlético de Madrid em 2012, quando Bono reconheceu a dificuldade daquele período, dizendo: “Os primeiros momentos foram difíceis”. Apesar de atuar pela equipe reserva na segunda divisão, ele participava regularmente dos treinamentos da seleção marroquina principal.

    A reportagem informou que o Canadá tentou contratar Bono para ser o goleiro ao lado de Maxime Crépot, também nascido na província de Quebec. A esse respeito, Bono explicou: “Benito Floro entrou em contato comigo quando era técnico da seleção canadense, e eu ainda não havia disputado nenhuma partida oficial naquela época”, acrescentou: “Sou de origem marroquina e cresci lá, e meu sonho sempre foi representar a seleção marroquina”.

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  • Conquistando os títulos

    O jornal confirmou que os dirigentes do Atlético de Madrid conseguiram identificar o talento de Bono, mas a presença de David de Gea, Thibaut Courtois e Jan Oblak impediu que ele fizesse sua estreia na equipe principal. Em 2014, ele foi emprestado ao Zaragoza, depois se juntou ao Girona. Após uma temporada por empréstimo, na qual conquistou a Liga Europa com o Sevilla ao derrotar o Inter de Milão, o clube andaluz o contratou definitivamente para a temporada 20-21 por quatro milhões de euros.

    O jornal “Marca” citou Bono dizendo: “O Sevilha já era um grande time, e eu jogava no Girona naquela época e tinha a ambição de me transferir para um time que disputasse as primeiras posições da tabela e lutasse por títulos europeus, e, graças a Deus, conseguimos isso logo no primeiro ano; foi uma sensação maravilhosa”, dando início a uma trajetória histórica que culminou com a conquista do Prêmio Zamora como o primeiro goleiro da história do Sevilla em 2022, além de ter ficado em terceiro lugar no prêmio de melhor goleiro do mundo “The Best” de 2022 e também no Prêmio Yashin de 2023.

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    Guarda com a função de barreira de isolamento

    O jornal explicou que Bono conquistou seu lugar entre os melhores goleiros do mundo graças à sua atuação na seleção marroquina, especialmente após seu desempenho na Copa do Mundo de 2022, quando os Leões fizeram história ao se tornarem a primeira seleção africana a se classificar para as semifinais. Na ocasião, Bono comentou: “Mudamos nossa mentalidade, e a geração que virá depois de nós poderá realizar milagres”.

    O relatório destacou que as contribuições do goleiro marroquino foram decisivas, já que ele foi o goleiro que mais manteve a baliza invicta no torneio, com três partidas sem sofrer gols, empatado com Pickford e “Dibo” Martínez, sendo que uma delas foi contra a Espanha, quebrando a maldição das oitavas de final. Apesar de ter feito apenas algumas defesas ao longo dos 120 minutos, ele se destacou nos pênaltis ao ler o primeiro chute de Sarabia e defender os chutes de Soler e Busquets.

    O jornal destacou a confissão do ex-técnico da Espanha, Luis Enrique, na plataforma Twitch com Ebaí Janos, quando ele disse: “Não mudaria nada na minha equipe, exceto o goleiro do Marrocos, pois suas estatísticas indicam que ele prevê 80% dos pênaltis, e não apenas os defende; e em 8 de cada 10 chutes ele adivinha a direção certa; contra nós, ele previu os três chutes na íntegra, algo que, é claro, escondemos dos jogadores. Ele é um goleiro de alto nível, e Juan Carlos Onzué me falou muito bem dele quando jogaram juntos em Girona”.

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  • O gigante dos pênaltis

    O jornal “Marca” relatou que, após três anos e meio, nas oitavas de final e novamente na marca do pênalti, Bono assumiu o papel de herói contra a Holanda ao defender um pênalti de Simon Summergill que entrou para a história da Copa do Mundo, contando com sua intuição e firmeza para esticar a mão com força para cima, e, embora sua carreira registre apenas 9 defesas em 56 pênaltis que enfrentou em jogadas abertas, ele conseguiu defender 10 pênaltis em 7 séries de pênaltis disputadas ao longo de sua carreira.

    O relatório foi encerrado com a reprodução das palavras de Bono antes do torneio, nas quais ele disse: “Tenho certeza de que o povo marroquino ficará orgulhoso e satisfeito com a equipe, e esperamos conseguir alcançar algo realmente grandioso mais uma vez, como fizemos em 2022. Vamos deixar nossa marca.” Agora, Bono precisa enfrentar seu passado no Canadá para levar o Marrocos às quartas de final.