- Augusto Melo admite derrota política iminente
- Votação do impeachment foi no Pq. São Jorge
- Assembleia Geral pode definir afastamento final
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A situação de momento de Augusto Melo é marcada por tensão e resistência em meio à votação do processo de impeachment. Embora não tenha renunciado oficialmente à presidência do Corinthians, ele reconheceu publicamente a iminente derrota no Conselho Deliberativo, adotando um tom de despedida ao deixar o Parque São Jorge com um discurso de “até breve”, que se confirmou com sua destituição após 176 votos favoráveis à sua saída contra 57.
Ciente da fragilidade de sua posição, Melo reconhece a derrota política, mas sinalizou que pretende seguir lutando para se manter no cargo — inclusive com a possibilidade de judicializar o processo.
Em pronunciamento, o presidente Augusto Melo disse: "Boa noite a todos! Primeiramente, indignado. O jogo não acabou, mas saio de cabeça erguida. Saio do Corinthians neste momento, por enquanto, com salários em dia há sete meses, com um planejamento de um ano que tinha tudo para dar certo. Saio do Corinthians deixando um contrato com a Multipark no qual o clube se tornaria sócio. Deixo também o contrato pronto do nosso CT, o alojamento da base. Saio muito feliz com o contrato da Adidas. A minha parte eu cumpri — com esses contratos todos, saio daqui com mais de R$ 3 bilhões em arrecadação. Espero que tenham uma administração boa, porque o Corinthians está em um patamar de equacionamento de dívidas. Todas as minhas promessas foram cumpridas. Falaram tanto de auditoria, e ela está feita, está na mão do Conselho Fiscal. Espero que a torcida cobre isso. A minha parte eu fiz.
Amanhã tem um grande jogo. Fiz o meu melhor, passei por cima de desafios pesados. Fico orgulhoso por ter dado esse pontapé para que o Corinthians chegasse a esse patamar. Temos uma marca gigantesca e maravilhosa. Tive cinco meses de negociação difícil pelos direitos de TV. Saio de cabeça erguida, missão cumprida. O próximo presidente tem a missão de dar sequência. Agora está aí para o torcedor cobrar as contas. Saio também com um grande contrato de estacionamento, que agora passa a ser uma sociedade. Sou corintiano, não fico em casa torcendo contra a gestão. Tivemos coragem, está tudo pronto. O torcedor tem que cobrar a melhoria do clube. Tive coragem de trocar contratos ruins por bons. Somos o único clube da Série A que não gastou um real neste ano. Deixo o Corinthians em oitavo lugar no Brasileirão — quando cheguei, havia atrasos. São sete meses de salários em dia. Saio com superávit. Missão cumprida.
Não é renúncia, ao contrário. Não vou participar dessa palhaçada. Não estou renunciando. Vou brigar para continuar aqui. Vai ter a votação. Eles são a maioria, não tenho dúvida de que a votação vai passar. Teremos 60 dias para a assembleia geral, e vamos brigar pelo Corinthians. Tudo o que fiz foi pelo clube. Estou muito confiante no meu time. Acabei de falar com o Dorival. Saio também deixando o ingresso congelado.
Saio de cabeça erguida. Se estamos fazendo algo bom para o Corinthians, o que estamos fazendo de errado? O seu dever, torcedor, é também cobrar. Cobrem a abertura das contas. Por que vocês acham que queriam me tirar daqui correndo? O torcedor agora tem a chance de cobrar. Façam isso pelo bem do Corinthians. Obrigado, até breve."
O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou, por 176 votos a favor e 57 contra, o afastamento cautelar do presidente Augusto Melo. A decisão ainda precisa ser ratificada pelos sócios do clube em nova votação para que o impeachment seja confirmado.
Com a saída de Augusto Melo, o vice-presidente e empresário Osmar Stábile assume interinamente o comando do clube. O novo presidente seria eleito indiretamente pelos conselheiros, que são os únicos aptos a concorrer e votar.
A confirmação final do impeachment ficará nas mãos dos sócios, que deverão ser chamados para uma Assembleia Geral. A convocação deve ser feita em até cinco dias por Romeu Tuma Jr., presidente do Conselho Deliberativo, mas o estatuto não determina quando a votação precisa acontecer.