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Michel Platini France 1978AFP

As arbitragens mais destacadas da história das Copas do Mundo

Histórias sensacionais, grandes craques, esquadrões históricos, jogos extraordinários, mistura incrível de emoções e milhões de pessoas acompanhando. A Copa do Mundo é simplesmente fenomenal.

Grandes momentos marcaram cada Mundial, e a quantidade de histórias envolvendo cada torneio é impressionante. No entanto, existe o lado bom e o lado ruim, e no que diz respeito ao apito, as Copas tiveram muitas arbitragens polêmicas ao longo de sua história.

Em incontáveis oportunidades, a arbitragem foi destacada nas Copas do Mundo, e a Goal Brasil levantou algumas das mais importantes. Confira:

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    1A vingança de 1966

    Não teve o peso de uma final, mas a Alemanha "se vingou" da Inglaterra nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2010. A Nationalelf vencia o English Team por 2 a 1, quando, aos 39 minutos de jogo, Frank Lampard acertou um belo chute que ultrapassou a linha do gol.

    O tento, no entanto, não foi confirmado pelo árbitro uruguaio Jorge Larrionda, que não viu a bola ultrapassando totalmente a linha. A decisão fez diferença na partida, visto que a Inglaterra empataria o jogo se o gol tivesse sido confirmado. Sem a igualdade, o English Team tentou pressionar, mas viu Thomas Müller marcar duas vezes e confirmar o avanço alemão.

    Apesar do lance de 1966 ser polêmico, o gol legal não marcado que prejudicou a Inglaterra é visto como uma vingança pelos alemães.

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    2O recorde de expulsões

    Quatro anos depois, os recordes das Batalhas de Bordeaux e Berna foram quebrados. Isso porque no duelo das quartas de final entre Portugal e Holanda, na Copa do Mundo de 2006, quatro jogadores foram expulsos pelo árbitro russo Valentin Ivanov, que teve trabalho demais ao longo do violento e disputado duelo que terminou com vitória lusa por 1 a 0.
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    3Arbitragem caseira?

    A Copa do Mundo de 2002 também teve várias histórias marcantes, e uma delas foram as boas campanhas dos anfitriões asiáticos.

    O Japão, um dos mandantes do Mundial, brilhou chegando até as oitavas de final, no entanto, a Coreia do Sul chamou atenção com uma caminhada épica até às semifinais.

    Para muitos, porém, uma caminhada que contou com a ajuda da arbitragem. E a discussão é enorme especialmente pelo polêmico duelo dos sul-coreanos com a Itália nas oitavas de final.

    O equatoriano Byron Moreno, árbitro daquele jogo, teve uma atuação daquelas... Primeiro, marcou um pênalti inexistente a favor da Coreia do Sul, desperdiçado por Ahn Jung-Hwan, que parou no lendário Gianluigi Buffon. Depois disso, a Itália ainda reclamou de faltas e impedimentos mal marcados. O jogo acabou empatado em 1 a 1 no tempo normal e foi para a prorrogação.

    No tempo extra, Totti foi erroneamente expulso e a Azzurra teve um gol anulado por impedimento. No fim das contas, Ahn Jung-Hwan se redimiu e marcou o gol de ouro faltando apenas dois minutos para o fim da prorrogação.

    Revoltados, os italianos reclamaram demais da arbitragem e alegaram que a Fifa conspirou para o avanço da Coreia do Sul. O então presidente da entidade, Sepp Blatter, desmentiu as acusações, mas concordou que a arbitragem foi "desastrosa" e a Itália prejudicada.

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    4A Mão de Deus

    Quatro anos depois, foi a vez do árbitro Ali Bin Nasser, da Tunísia, entrar para a história de forma negativa. No mítico duelo entre Argentina e Inglaterra, pelas quartas de final, Diego Armando Maradona fez sua lenda aumentar ainda mais.

    Primeiro com o famoso gol conhecido como 'A Mão de Deus', em que ele anotou um tento irregular, mas não visto pela arbitragem. E depois com o gol mais marcante da história das Copas e um dos mais bonitos da história do futebol, quando ele arrancou do meio-campo e deixou toda a defesa inglesa para trás para fazer uma pintura.

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    5O Príncipe que anulou um gol

    Quem disse que pressão externa não faz diferença? Em 1982, o árbitro soviético Myroslav Stupar provou que faz sim, e muita. A França vencia tranquilamente o Kuwait, pela segunda rodada da Copa, por 3 a 1, quando, aos 27 minutos, o eterno craque Michel Platini deu belo passe para Giresse, que finalizou e marcou o gol.

    Enquanto os franceses celebravam, os adversários foram para cima do árbitro, alegando impedimento e que o próprio Stupar tinha apitado a irregularidade.

    Os kuwaitianos, enquanto brigavam com a arbitragem, apontavam para as tribunas, onde estava o príncipe Fahd Al-Ahmed Al-Jaber Al-Sababe, que também era presidente da federação de futebol do país. O líder político e futebolístico do Kuwait, então, desceu ao gramado para discutir com o árbitro soviético.

    Ele garantiu que algum apito tinha soado durante o lance e por isso seus jogadores tinham parado na jogada e o gol deveria ser anulado. Depois de dez minutos de muita confusão, o príncipe convenceu Stupar, que anulou o gol. Os franceses riram com toda a situação e a partida foi retomada com bola ao chão. Mas de nada adiantou, porque minutos depois, Bossis marcou o quarto gol dos Bleus, que venceram com goleada.

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    6O gol mais polêmico da história?

    Já em 1966, a Copa do Mundo teve várias histórias fantásticas. Eusébio brilhou com Portugal, o Brasil decepcionou após o bicampeonato, a Coreia do Sul surpreendeu, e a Inglaterra de Bobby Charlton foi campeã pela primeira vez, em casa, após uma decisão emocionante contra a Alemanha Ocidental, com direito a hat-trick de Geoff Hurst.

    No entanto, tudo isso fica um pouco de lado por causa do lance que talvez seja o mais controverso da história dos Mundiais. A decisão entre Inglaterra e Alemanha foi para a prorrogação, após empate por 2 a 2 no tempo normal, e o terceiro gol inglês, marcado por Hurst, até hoje causa muita discussão.

    Alguns programas de TV mostram que a bola entrou, outros mostram que não, mas até hoje não se chegou a um consenso de se a bola ultrapassou ou não totalmente a linha do gol após a finalização do craque inglês.

    O tento foi validado pelo árbitro suíço Gottfried Dienst, que ficou em dúvida e foi consultar o bandeirinha soviético Tofiq Bahramov, que indicou o tento. No fim, a Inglaterra venceu por 4 a 2 e conquistou seu primeiro título.

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    7A Batalha de Berna

    O Brasil voltou a protagonizar um jogo violento e que ficou marcado na história das Copas do Mundo em 1954. Curiosamente, foi novamente nas quartas de final, desta vez contra a lendária Hungria de Puskás.

    A partida, que tinha tudo para ser bonita e muito técnica, com dois excelentes times repletos de craques, acabou sendo uma verdadeira pancadaria, com vários lances ríspidos e confusões.

    O árbitro inglês Arthur Ellis teve trabalho demais e acabou expulsando três jogadores ao longo do jogo (igualando o recorde de 38), sendo dois brasileiros e um húngaro.

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    8A Batalha de Bordeaux

    Se vocês acham que os árbitros da Premier League deixam "o jogo correr" atualmente, é porque não viram o que fez o árbitro húngaro Paul von Hertzka, em 1938. No duelo entre Brasil e Tchecoslováquia, pelas quartas de final, que ficou conhecido como A Batalha de Bordeaux, o árbitro deixou o pau cantar.

    O brasileiro Zezé Procópio foi expulso com apenas 14 minutos de jogo. A pancadaria rolou solta durante toda a partida, e dois jogadores da Tchecoslováquia foram parar no hospital (o goleiro Planicka quebrou o braço e a clavícula ao chocar-se com o atacante Perácio, enquanto Nejedly, meio-campista, fraturou uma das pernas). No entanto, apesar disso, novas expulsões só aconteceram aos 44 minutos do segundo tempo, quando Machado e Jan Riha se estranharam.

    Até 2006, essa foi a partida com mais expulsões na história dos Mundiais e a primeira com três cartões vermelhos. O recorde só foi quebrado no Mundial da Alemanha, naquele memorável Portugal 1 x 0 Holanda, em que quatro jogadores foram expulsos - todos no tempo normal.

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    9A disputa pela Bola

    Em 1930, a primeira decisão de uma Copa do Mundo colocou frente a frente as duas maiores potências do futebol naquela época: o Uruguai, país-sede, contra a Argentina, no Estádio Centenário, em Montevidéu.

    Um jogo envolto em uma rivalidade de longa data, e que contava com grandes nomes do futebol jogado à época. E a disputa pela bola começou antes mesmo do apito inicial: os uruguaios insistiam no modelo fabricado em seu país, enquanto os argentinos brigavam para ter uma esfera vinda do outro lado do Rio da Prata.

    O árbitro John Langenus, então, tomou uma decisão inusitada. Metade bola argentina, metade uruguaia! O curioso: os argentinos ganharam o primeiro tempo com sua esfera, por 2 a 1, mas os charruas fizeram três gols com a pelota uruguaia na etapa final e garantiram o título com o placar de 4 a 2.