Getty Images SportAltitude como obstáculo: o histórico do Botafogo em jogos decisivos na Copa Libertadores
AFPBotafogo inicia caminhada na Pré-Libertadores sob quase 4 mil metros
O Botafogo volta a encarar um velho adversário: a altitude. Na segunda fase da Pré-Libertadores de 20226, o clube carioca enfrenta o Nacional Potosí, na Bolívia, em um cenário extremo. A partida será disputada no Estádio Víctor Agustín Ugarte, em Potosí, a 3.967 metros acima do nível do mar. Este é o terceiro estádio mais alto do mundo a receber jogos profissionais.
O desafio físico é evidente. Rarefeito, o ar impacta rendimento, recuperação e intensidade, especialmente para equipes que não estão adaptadas. Em mata-matas continentais, onde cada detalhe define classificações, atuar a quase 4 mil metros representa uma variável competitiva decisiva.
Getty Images SportRetrospecto preocupante em jogos na altitude
O histórico do Botafogo em partidas oficiais disputadas acima dos 2.300 metros é amplamente desfavorável. A única vitória ocorreu em 1963, quando superou o Millonarios por 2 a 0, na Colômbia, pela Libertadores. Desde então, o clube acumulou sete confrontos em altitude elevada, com dois empates e cinco derrotas.
A lista de jogos está assim:
- LDU 2 X 0 Botafogo (Libertadores 2025) em Quito/Equador — 2850m de altitude
- LDU 1 x 0 Botafogo (Libertadores 2024) em Quito/Equador — 2850m de altitude
- Aurora 1 x 1 Botafogo (Libertadores 2024) em Cochabamba/Bolívia - 2570m de altitude
- LDU 0 X 0 Botafogo (Copa Sul-Americana 2023) em Quito/Equador — 2850m de altitude
- Independente Del Valle 2 x 1 Botafogo (Libertadores 2014) em Sangolquí/Equador — 2300m de altitude
- Deportivo Quito 1 x 0 Botafogo (Libertadores 2014) em Quito/Equador — 2.850m de altitude
- Santa Fé 4 x 1 Botafogo (Copa Sul-Americana 2011) em Bogotá/ Colômbia) — 2.552m de altitude
AFPBrasileiros também sofrem em Potosí
Se o histórico alvinegro já inspira cautela, o retrospecto geral dos clubes brasileiros em Potosí reforça o alerta. Em oito partidas disputadas na cidade boliviana por competições da Conmebol, houve apenas uma vitória: o Palmeiras, em 2009, contra o Real Potosí.
Segundo levantamento do SporTV, o aproveitamento brasileiro no local é de apenas 20,8%, com uma vitória, dois empates e cinco derrotas. Foram nove gols marcados contra 19 sofridos. Casos emblemáticos incluem as goleadas sofridas por Fortaleza (4 a 1) e Cruzeiro (5 a 1).

