"Terror" das equipes brasileiras, o desafio da altitude se torna, mais uma vez, o centro das atenções. Ela é, historicamente, um dos maiores receios dos clubes nas competições continentais, com a falta de adaptação do organismo a ambientes acima do nível do mar representando um obstáculo considerável.
A questão não envolve apenas o adversário, mas também as condições atmosféricas. Em grandes altitudes, a principal mudança não está na porcentagem de oxigênio, que permanece em 20,9%, mas na queda da pressão atmosférica. Com a pressão menor, há menos moléculas de oxigênio disponíveis por volume de ar inspirado.
Na prática, isso significa que, a cada respiração, cerca de meio litro de ar que entra nos pulmões, o atleta absorve menos oxigênio. Quanto maior a altitude, menor a quantidade disponível. O resultado é direto: menos oxigênio no sangue e menor produção de energia pelos músculos, afetando desempenho físico e capacidade de recuperação durante a partida.
Atletas adaptados a essas condições desenvolvem mecanismos compensatórios, como o aumento do número de glóbulos vermelhos no sangue, elevando a capacidade de transporte de oxigênio. Ainda assim, a baixa oxigenação pode provocar sintomas conhecidos como mal das alturas: tontura, náusea, dor de cabeça e mal-estar geral, que podem comprometer seriamente a performance esportiva.
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