Uma França irreconhecível em suas estrelas, de repente todas ofuscadas. Uma Espanha superlativa em seu coletivo, independentemente do jovem talento Yamal. Isso acontece pela primeira vez nesta Copa do Mundo; aconteceu na semifinal. No momento menos oportuno e no pior dia do calendário transalpino: 14 de julho, consagrado como feriado nacional. Não havia necessidade de tomar a Bastilha, nem de revolucionar o que se havia visto até então. Bastaria, para a seleção de Deschamps, repetir o desempenho exibido até agora. Em vez disso, a França não conseguiu, e agora – supondo que isso seja relevante – poderá, no máximo, conquistar o terceiro lugar: uma medalha de bronze simbólica, um retrocesso em relação ao título de 2018 e à final de 2022.
A história conta que já havia sinais da vitória espanhola na semifinal nas edições mais recentes da Liga das Nações e do Campeonato Europeu. Mas na semifinal disputada em Dallas não foi a história que entrou em campo, e sim o relato do jogo. E é justamente a crônica que relata uma partida muito bem planejada pelo técnico De la Fuente e desbloqueada pelo desmerecido descuido de Digne em relação a Yamal, que abriu caminho para o gol de pênalti de Oyarzabal.


