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England v Argentina: Semi Final - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

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A resposta é sempre Messi... A Argentina chega à final da Copa do Mundo com a arma que derrotou os egípcios

A seleção argentina, comandada pelo técnico Lionel Scaloni, usou uma tática que derrotou os egípcios, garantindo assim sua classificação para a final da Copa do Mundo pela segunda vez consecutiva.

A seleção argentina se classificou para a final da Copa do Mundo de 2026, após vencer a Inglaterra por 2 a 1, na quarta-feira, no estádio de Atlanta, nas semifinais.

  • 3 alterações em inglês

    O alemão Thomas Tuchel, técnico da seleção da Inglaterra, começou a partida com três alterações em relação à escalação que enfrentou a Noruega nas quartas de final.

    Tuchel decidiu escalar Reece James na lateral-direita no lugar de Ezri Konsa, enquanto Jed Spence começou na esquerda no lugar de Niko O’Reilly.

    Já a mudança mais notável ocorreu no ataque, onde Morgan Rogers entrou como ponta-direita no lugar de Noni Madueke.

    A escalação da seleção da Inglaterra foi a seguinte:

    Goleiro: Jordan Pickford

    Defesa: Reece James, Marc Jéhi, John Stones, Jed Spence

    Meio-campo: Declan Rice, Jude Bellingham, Elliot Anderson

    Ataque: Morgan Rogers, Harry Kane, Anthony Gordon

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  • Uma única mudança na seleção argentina

    Por outro lado, a seleção argentina fez apenas uma alteração na escalação titular que enfrentou a Suíça nas quartas de final, mas foi uma mudança significativa.

    Lionel Scaloni, técnico da seleção argentina, escalou Giuliano Simeone na posição de ponta-direita, no lugar do meio-campista defensivo Rodrigo De Paul.

    Com essa mudança, o esquema tático da seleção argentina passou, teoricamente, de um 4-4-1-1 para um 4-3-3, mas, na prática, não mudou muito.

    A escalação da seleção argentina foi a seguinte:

    Goleiro: Emiliano Martínez

    Defesa: Nicolás Tagliafico, Lisandro Martínez, Cristian Romero, Nahuel Molina

    Meio-campo: Leandro Paredes, Alexis Mac Allister, Enzo Fernández

    Ataque: Julián Álvarez, Lionel Messi, Giuliano Simeone

  • Primeiro round da luta

    As mudanças feitas pelos treinadores, especialmente por Scaloni, pareciam indicar sua intenção de aumentar o caráter ofensivo, com a inclusão de um jogador a mais na ala direita, mas o que aconteceu foi exatamente o contrário.

    A partida foi marcada pela rivalidade e antagonismo conhecidos entre os dois países, com disputas físicas já a partir dos primeiros minutos, o que resultou em muitas faltas; tanto que, só no primeiro tempo, foram marcadas 19 faltas, a uma média de quase uma a cada dois minutos.

    Essas faltas repetidas afetaram o tempo de jogo, o ritmo da partida e as oportunidades de ambas as seleções, a ponto de os primeiros 30 minutos não terem registrado nenhum chute a gol por parte de nenhuma das equipes — algo inédito na história da Copa do Mundo.

    De modo geral, o primeiro tempo foi o que registrou o menor número de chutes na Copa do Mundo de 2026, com apenas três chutes, todos fora das traves e da trave.

    O primeiro tempo terminou com 0,8 gols esperados, o menor índice em partidas eliminatórias na história das Copas do Mundo, o que foi um sinal claro da falta de habilidade técnica em um primeiro tempo que mais parecia uma luta livre.

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  • A receita mexicana

    Com o início do segundo tempo, o cenário mudou completamente, sobretudo por parte da seleção argentina, que começou a pressionar fortemente a defesa inglesa, e seu atacante Julián Álvarez desperdiçou duas chances nos primeiros dois minutos.

    Por outro lado, a seleção da Inglaterra manteve sua postura cautelosa, com seus jogadores se empenhando em fechar os espaços diante do ataque argentino, ao mesmo tempo em que lançavam bolas longas em contra-ataques para tentar abrir o placar — o que de fato aconteceu.

    Aos dez minutos do segundo tempo, Morgan Rogers, em quem Tuchel apostou contra a Argentina, partiu em arrancada e cruzou com precisão, e Anthony Gordon mandou a bola para o fundo da rede com maestria.

    Esse cenário trouxe à memória o que a seleção da Inglaterra fez durante o confronto contra o México nas oitavas de final, quando se manteve firme diante dos ataques dos anfitriões, antes de marcar dois gols que lhe deram a vantagem e, posteriormente, a vitória por 3 a 2.

  • A arma que matou os egípcios... e a resposta é sempre Messi

    Com o placar desfavorável, Scaloni recorreu à mesma estratégia que utilizou para transformar a desvantagem de 0 a 2 contra o Egito, nas oitavas de final, em uma vitória por 3 a 2: os cruzamentos.

    No início do segundo tempo, o ponta Nicolás González entrou como ponta esquerda, permitindo que Julián Álvarez ficasse mais fixo no centro, para receber os cruzamentos vindos das pontas.

    E com a saída de Giuliano Simeone logo em seguida, Messi passou a atuar explicitamente como ponta-direita, com uma missão clara: enviar cruzamentos pela direita para dentro da área.

    A presença de Messi na lateral fez com que os jogadores se posicionassem mais ao seu redor, o que abriu espaço na profundidade para Enzo Fernández chutar, marcando o gol de empate poucas minutos antes do fim da partida, após um passe do próprio Messi.

    Nos minutos finais, Lautaro Martínez entrou em campo como segundo atacante ao lado de Julián Álvarez, com a equipe apostando nos cruzamentos como única solução, até que marcou o segundo gol decisivo, a partir de mais um cruzamento de Messi.