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Mexico v South Africa: Group A - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

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A polêmica sobre a arbitragem começa cedo... O trio que abriu a Copa do Mundo merecia ser expulso?

A partida de abertura da Copa do Mundo de 2026 entre México e África do Sul foi marcada por várias decisões arbitrais controversas, depois que o árbitro brasileiro Wiltom Sampaio mostrou três cartões vermelhos, em um jogo que foi o primeiro teste real da tecnologia de vídeo-árbitro (VAR) no torneio.

Enquanto algumas decisões arbitrais na partida foram amplamente consensuais, outras geraram grande debate sobre a correção da aplicação das regras do jogo, especialmente no que diz respeito às duas expulsões sofridas por dois jogadores da seleção da África do Sul, bem como pelo zagueiro mexicano César Montes.

Com o término da partida com três expulsões, um recorde em jogos de abertura ao longo da história, o confronto entre México e África do Sul apresentou um exemplo precoce dos desafios que os árbitros e a tecnologia de vídeo poderão enfrentar durante a maior edição da história da Copa do Mundo, que conta com 48 seleções e 104 partidas, em meio a expectativas de que as polêmicas arbitrais continuem à medida que o torneio avança.

  • A decisão mais fácil

    A primeira expulsão ocorreu aos 49 minutos, quando o árbitro mostrou o cartão vermelho ao meio-campista sul-africano Sifile Sithole, após ele ter derrubado o mexicano Bryan Gutiérrez, que avançava sozinho em direção ao gol.

    Os árbitros de vídeo analisaram a jogada antes de confirmar a decisão, considerando que Gutiérrez estava em clara posição de gol antes de sofrer a falta.

    Por sua vez, o ex-árbitro inglês e especialista em arbitragem da ESPN, Andy Davies, considera que a decisão foi uma das mais fáceis da partida, já que Gutiérrez cortou a trajetória do zagueiro sul-africano, que o derrubou, enquanto o atacante tinha uma chance direta de chutar a bola para o gol, o que preencheu os requisitos para privar o adversário de uma chance clara de gol.

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  • Demissão cruel

    Aos 84 minutos, a partida testemunhou a jogada mais polêmica, depois que o capitão da África do Sul, Thimba Zwane, recebeu um cartão vermelho após uma revisão do VAR.

    Zwane tentava passar pelo mexicano Roberto Alvarado, quando sua mão atingiu o rosto do adversário durante o contato entre os dois. O árbitro não marcou a falta inicialmente, mas mudou de decisão após rever a jogada no monitor lateral.

    Apesar de endossar oficialmente a decisão, Davies considerou a expulsão severa, já que a falta foi classificada como “comportamento violento”, enquanto a jogada — na sua opinião — não pareceu envolver o uso de força excessiva ou intenção clara de agressão.

    O especialista em arbitragem inglês observou que o tempo prolongado que o árbitro passou diante do monitor de revisão sugere que ele não estava totalmente convencido da existência de comportamento violento, mas a recomendação da sala de vídeo desempenhou um papel importante na tomada da decisão final.

  • Não é uma chance certa de marcar

    Os cartões vermelhos não se limitaram à seleção da África do Sul, já que, nos acréscimos, o zagueiro mexicano César Montes foi expulso após uma falta em Juliso Mdao fora da área.

    O árbitro considerou que a falta privou o adversário de uma chance clara de gol, mostrando o cartão vermelho imediatamente, antes que o VAR confirmasse a correção da decisão.

    No entanto, o ex-árbitro inglês considerou, em sua análise para a ESPN, que a situação não se enquadrava no conceito de “oportunidade clara de gol”, apontando que o jogador sul-africano se dirigia para a lateral do campo e que sua opção mais provável após o toque seguinte seria passar a bola para um companheiro dentro da área, e não chutar diretamente a gol.

    Apesar disso, a sala de vídeo não interveio para alterar a decisão, uma vez que há uma grande margem de discricionariedade arbitral em tais casos, e a decisão não foi considerada um erro claro e evidente que exigisse revisão.

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