Há apenas três semanas, derrubar Gianni Infantino do trono da Fifa era só uma questão de tempo. Mas por trás das portas fechadas das reuniões em Rabat e Nyon, todos os cálculos viraram de cabeça para baixo. O presidente que seus adversários acreditavam estar acabado voltou para revelar uma rede de lealdades construída ao longo de dez anos, uma rede que alguns descreveram como "impossível de quebrar" e que hoje lhe garante votos suficientes para permanecer no cargo.
Essa reviravolta dramática não deixou ao campo da oposição europeia outra escolha a não ser mudar o palco da batalha. Depois de o objetivo ter sido derrubar o homem mais poderoso do futebol, a nova meta tornou-se mais realista e perigosa: não derrubar Infantino, mas aparar as garras da própria presidência e despojá-lo de seus poderes absolutos.
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