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France v Morocco: Quarter Final - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

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A filosofia de Deschamps... A Espanha sob a ameaça de uma enxurrada dos Galos

A seleção da França confirmou seu status como uma das principais candidatas ao título da Copa do Mundo de 2026, após eliminar a Suécia, o Paraguai e o Marrocos, continuando sua trajetória rumo ao sonho de conquistar a terceira estrela, após os títulos de 1998 e 2018.

A seleção dos Gauleses, comandada pelo técnico Didier Deschamps, enfrentará a Espanha em uma partida de grande importância na próxima terça-feira, nas semifinais do torneio.

O jornal Sport” analisou, em uma reportagem, os pontos fortes e fracos do time do técnico Deschamps antes do confronto contra a Espanha.

A lista divulgada por Deschamps antes do torneio gerou muita discussão, já que as opções à disposição do técnico eram muitas, e era natural que qualquer lista anunciada causasse alguma polêmica devido aos nomes excluídos.

Entre os ausentes de destaque estava Eduardo Camavinga, que não conseguiu convencer seu técnico após uma temporada discreta no Real Madrid. No entanto, a exclusão de Camavinga não foi o único ponto de discussão, já que também chamou a atenção o número de meio-campistas convocados por Deschamps, que se limitou a incluir apenas cinco jogadores.

À primeira vista, o número pareceu baixo para uma posição que exige um esforço físico enorme e na qual são frequentes os cartões e as suspensões devido à grande quantidade de disputas, mas essa escolha revelou claramente a ideia que Deschamps pretende implementar e mostrou tanto os pontos fortes quanto os pontos fracos da seleção francesa.

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    Apenas 5 jogadores no meio-campo

    Deschamps pode ser descrito como um “técnico que minimiza ao máximo os riscos”, já que a seleção francesa quer se manter presente na partida o tempo todo, vencer os duelos individuais, reduzir as perdas de bola, resistir quando está sob pressão e, então, desferir seu golpe quando a oportunidade surgir.

    E se isso exigir abrir mão da pressão alta contínua ou apresentar um futebol menos bonito, não há problema para ele... E talvez essa seja a principal razão por trás da escolha de contar com apenas cinco meio-campistas.

    Deschamps escolheu N’Golo Kanté, Mano Kone, Adrien Rabiot, Aurélien Tchouaméni e Warren Zaire-Emery.

    Mas, após a lesão de Chouameni, as previsões apontam para que a dupla Rabiot e Koni continue liderando o meio-campo, já que os dois jogadores se destacam pela força física, domínio nos duelos e um perfil mais defensivo do que criativo no ataque.

    O jornal “Sport” destacou que a mensagem de Deschamps é clara: a força física é mais importante do que a habilidade técnica.

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    Primeiro a defesa, depois o ataque

    Deschamps sempre acreditou que a melhor forma de atacar é uma boa defesa, deixando depois a tarefa a cargo dos talentos ofensivos.

    Basta um erro do adversário ou uma perda de bola em uma área perigosa para marcar um gol, e essa filosofia lhe trouxe sucesso: ele conquistou a Copa do Mundo na Rússia em 2018, chegou à final no Catar em 2022 e agora está levando a França às semifinais da Copa do Mundo de 2026.

    Por isso, Deschamps precisa de meio-campistas aguerridos, capazes de recuperar a bola rapidamente e passá-la aos jogadores habilidosos, que sabem decidir as partidas.

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    Um ataque assustador dos Galos

    Deschamps costuma adotar o esquema 4-2-3-1, que às vezes se transforma em 4-3-3, e a distribuição de funções é bastante clara: ele prefere um lateral mais defensivo, como Jules Koundé ou, como era o caso de Pavard anteriormente, em contraponto a um lateral ofensivo como Theo Hernández.

    No meio-campo, ele conta com uma dupla fisicamente forte, com grande confiança em Rabiot, que confere à equipe um toque a mais na construção das jogadas.

    Já a verdadeira magia está no ataque, onde Deschamps conta com um trio ofensivo temível, formado por Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Désiré Doué, Bradley Barkola e Mikel Oulissé.

    Os números confirmam isso claramente: Mbappé lidera a artilharia da França e da Copa do Mundo com 8 gols, além de 3 assistências; já Oulissé é o melhor criador de jogadas do torneio, com 5 assistências.

    Ousmane Dembélé marcou 4 gols e deu 2 assistências, já que Doi e Parkola marcaram, cada um, um gol e deram uma assistência.

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    A seleção da França não está isenta de falhas

    Apesar de tudo isso, a seleção da França não está isenta de falhas; quando enfrenta uma defesa muito compacta ou um adversário que fecha todos os espaços, ela tem mais dificuldades, o que ficou claro contra o Paraguai, quando precisou de um pênalti para decidir a partida.

    A seleção francesa possui qualidade individual suficiente para romper defesas fechadas, mas, em comparação com algumas outras seleções, às vezes pode carecer de rapidez na circulação da bola em jogadas de ataque longas, o que diminui sua periculosidade diante de times bem organizados defensivamente.

    No fim das contas, a França depende muito da eficácia ofensiva, da força física e do talento individual na linha de frente.

    Após 14 anos no comando técnico, os resultados confirmam que o técnico francês sabe muito bem como conduzir sua seleção às fases finais.