Pode-se dizer que Yamal não apresentou seu melhor desempenho na Copa do Mundo, ao contrário de Messi, mas isso reflete, ao mesmo tempo, a força da seleção espanhola e o esquema elaborado pelo técnico Luis de la Fuente.
Apesar da ausência da solução individual excepcional de Yamal, a seleção espanhola conseguiu construir jogadas de ataque a partir da defesa de maneira natural, criar oportunidades na área adversária e marcar 13 gols, dos quais o astro do Barcelona contribuiu efetivamente com apenas dois, o que representa cerca de 15%.
A organização mais notável ocorreu no aspecto defensivo, já que a Espanha sofreu apenas um único gol, durante a vitória por 2 a 1 sobre a Bélgica nas quartas de final — um feito excepcional e único na história da Copa do Mundo.
Por outro lado, a seleção argentina sofreu com uma grave desorganização defensiva, a ponto de sua baliza ter sofrido 7 gols, com uma média de um gol por partida.
Já no ataque, a seleção argentina arrasou seus adversários com a confusão que lhes impôs, especialmente nos minutos finais, por meio de um ataque avassalador e totalmente incontrolável.
Os “dançarinos do tango” somam 19 gols na Copa do Mundo, sendo o ataque mais forte do torneio, com uma vantagem de 3 gols sobre a seleção da França, que ocupa o segundo lugar.
Desses 19 gols, Messi contribuiu com 12, o que representa cerca de 63%, o que destaca seu papel fundamental e a dependência que seus companheiros têm dele, o que significa que sua ausência pode desmoronar tudo, ao contrário do que acontece com Yamal.