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A equipe de Messi e os companheiros de Yamal... Caos e ordem: o tema da final do século na Copa do Mundo

Os fãs de futebol de todas as partes do mundo terão um grande momento de diversão ao assistirem à final da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

A seleção da Espanha enfrentará a Argentina amanhã, domingo, no estádio MetLife, em Nova Jersey, na final da Copa do Mundo.

  • A final do século

    Pode-se dizer, simplesmente, que a partida que reunirá Espanha e Argentina na final da Copa do Mundo de 2026 será considerada a final do século na história do torneio.

    A final reunirá as duas melhores seleções do mundo no momento, de acordo com o ranking da FIFA, no qual a Argentina ocupa o primeiro lugar, seguida de perto pela Espanha.

    Além disso, a seleção argentina conquistou os últimos quatro torneios dos quais participou: a Copa América de 2021 e 2024, a Finalésima de 2022 e a Copa do Mundo de 2022 no Catar.

    Por outro lado, a Argentina enfrentará a Espanha, atual campeã mundial, que conquistou dois títulos nos últimos três torneios em que participou: o Campeonato Europeu de Futebol “Euro 2024” e a Liga das Nações de 2023, tendo perdido as finais do mesmo torneio em 2021 e 2025.

    A partida também contará com alguns confrontos individuais excepcionais, sendo o mais notável entre o ícone do futebol Lionel Messi, capitão da seleção argentina, e seu provável sucessor, Lamine Yamal, da seleção espanhola.

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  • A equipe de Messi e os companheiros de Yamal

    No entanto, a comparação entre Messi e Yamal não pode ser justa nesta edição da Copa do Mundo, pois a diferença é enorme entre o desempenho dos dois jogadores e a forma como as duas seleções contam com eles.

    Messi continua sendo o jogador que mais contribuiu nesta edição da Copa do Mundo, com 12 gols — 8 marcados e 4 assistências —, à frente do astro francês Kylian Mbappé.

    Os 8 gols de Messi o colocaram no topo da artilharia da Copa do Mundo até o momento, apesar de estar empatado com Mbappé, graças às suas 4 assistências, contra 3 do astro francês.

    Além disso, “O Pulguinha” ocupa o segundo lugar entre os maiores criadores de gols da Copa do Mundo até o momento, com 4 assistências, ficando apenas uma assistência atrás de outro astro francês, Michael Oliisi.

    Por outro lado, Yamal marcou apenas um único gol desde o início da Copa do Mundo, na vitória por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita, na segunda rodada da fase de grupos, enquanto seu outro momento de destaque foi ter conquistado um pênalti na semifinal contra a França.

  • O sistema da Espanha e o caos da Argentina

    Pode-se dizer que Yamal não apresentou seu melhor desempenho na Copa do Mundo, ao contrário de Messi, mas isso reflete, ao mesmo tempo, a força da seleção espanhola e o esquema elaborado pelo técnico Luis de la Fuente.

    Apesar da ausência da solução individual excepcional de Yamal, a seleção espanhola conseguiu construir jogadas de ataque a partir da defesa de maneira natural, criar oportunidades na área adversária e marcar 13 gols, dos quais o astro do Barcelona contribuiu efetivamente com apenas dois, o que representa cerca de 15%.

    A organização mais notável ocorreu no aspecto defensivo, já que a Espanha sofreu apenas um único gol, durante a vitória por 2 a 1 sobre a Bélgica nas quartas de final — um feito excepcional e único na história da Copa do Mundo.

    Por outro lado, a seleção argentina sofreu com uma grave desorganização defensiva, a ponto de sua baliza ter sofrido 7 gols, com uma média de um gol por partida.

    Já no ataque, a seleção argentina arrasou seus adversários com a confusão que lhes impôs, especialmente nos minutos finais, por meio de um ataque avassalador e totalmente incontrolável.

    Os “dançarinos do tango” somam 19 gols na Copa do Mundo, sendo o ataque mais forte do torneio, com uma vantagem de 3 gols sobre a seleção da França, que ocupa o segundo lugar.

    Desses 19 gols, Messi contribuiu com 12, o que representa cerca de 63%, o que destaca seu papel fundamental e a dependência que seus companheiros têm dele, o que significa que sua ausência pode desmoronar tudo, ao contrário do que acontece com Yamal.

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  • Entre o descanso e o cansaço

    Pode-se dizer que a trajetória das duas seleções foi completamente diferente, sobretudo nas fases eliminatórias, nas quais a Espanha teve descanso suficiente, ao contrário da Argentina, que sofreu com o cansaço contínuo.

    Ao longo de quatro partidas das fases eliminatórias, os companheiros de Messi disputaram a prorrogação duas vezes: contra Cabo Verde nas oitavas de final e contra a Suíça nas quartas de final, enquanto decidiram as partidas contra o Egito nas oitavas e contra a Inglaterra nas semifinais nos últimos instantes.

    Por outro lado, a seleção espanhola não precisou disputar prorrogação em nenhuma das fases eliminatórias, derrotando a Áustria por 3 a 0, depois a Portugal por 1 a 0, a Bélgica por 2 a 1 e, por fim, a França por 2 a 0, tudo isso no tempo regulamentar.

    Mesmo após a semifinal, a seleção espanhola teve um dia a mais de descanso em relação à sua rival argentina, já que se classificou na última terça-feira ao derrotar a França, 24 horas antes da classificação do “Tango” ao derrotar a Inglaterra.

    Essa diferença evidente faz com que a seleção argentina pareça ter disputado uma partida a mais do que a espanhola, o que pode se refletir negativamente no condicionamento físico de seus jogadores — algo que Scaloni tentará resolver, enquanto De la Fuente buscará tirar proveito disso.