Três seleções em diferentes cantos da Europa e com ambições distintas oferecem uma oportunidade única para lucrar nos mercados antecipados de longo prazo.
| Mercados de longo prazo | Odds |
| Man City termina no top 2 | 2.35 |
| Atlético de Madrid campeão sem Barcelona e Real Madrid | 2.00 |
| Wolves consegue o acesso | 2.60 |
Odds fornecidas pela Betboom. Corretas no momento da publicação e sujeitas a alterações.
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Apostando em três ambições diferentes
Faltando cerca de um mês para o início da temporada 2026/27, de olho em três das principais ligas europeias, montamos um palpite triplo. A Premier League, a Championship e a La Liga oferecem um valor considerável para três clubes com metas totalmente distintas.
Sem conseguir levantar a taça da liga nas últimas duas temporadas, o Manchester City entra em uma nova era sob o comando de Enzo Maresca. Ele já conhece bem a casa e herda aquele que é, indiscutivelmente, o melhor elenco da Europa. Por isso, fica difícil apostar contra os Citizens terminarem entre os dois primeiros colocados.
Por muito tempo, o Atlético de Madrid se consolidou como a terceira força de La Liga, logo atrás de Real Madrid e Barcelona. No entanto, na última temporada, os Colchoneros terminaram em quarto lugar — algo que Diego Simeone fará de tudo para corrigir. Elenco para dar a volta por cima ele tem, principalmente considerando a rápida adaptação de Ademola Lookman a La Liga após desembarcar em Madri em janeiro.
O Wolves também surge de comandante novo após a saída de Rob Edwards. César Peixoto assume um clube fora de Portugal pela primeira vez na carreira, o que indica uma temporada repleta de desafios pela frente. No entanto, o clube se movimentou com inteligência no mercado e tem ótimas chances de conquistar o acesso de volta à Premier League sem se demorar.
Man City de volta ao seu lugar?
Levando em conta o histórico recente, esta é a perna mais sólida da nossa tripla, já que o Manchester City foi vice-campeão da Premier League em 2025/26 com 78 pontos. Desde a temporada 2017/18, o City terminou entre os dois primeiros colocados em oito de nove edições. Ou seja, a prateleira da equipe já oferece consistência suficiente para fundamentar essa aposta no top 2.
O retrospecto impressionante do Manchester City dentro de casa na Premier League serve como base firme para esta escolha. O City somou 45 pontos no Etihad na última temporada, com 14 vitórias, três empates e apenas duas derrotas nos 19 jogos disputados sob seus domínios na liga. Os Cityzens registraram um xG de 71,01 e superaram a marca ao balançar as redes 77 vezes na competição. Jogando em casa, a equipe teve uma média de 2,02 gols por 90 minutos — uma das razões pelas quais é um dos palpites mais confiáveis para a temporada.
Cabe uma dose de cautela, já que qualquer aposta de longo prazo feita com antecedência no City precisa considerar o risco de um período de transição até a equipe engrenar. É por isso que este palpite depende bastante do valor da cotação, em vez de ser encarado como uma certeza absoluta. Ainda assim, para um time que acabou de ser vice-campeão e ostenta um desempenho impecável em casa, não é necessário nenhum milagre para voltar a figurar no top 2.
A contratação de Elliot Anderson tem tudo para se mostrar um acerto cirúrgico. Ele vai adicionar fôlego novo e vigor físico ao meio-campo, fatores fundamentais ao longo de uma maratona de jogos. Contudo, nossa leitura se apoia principalmente na solidez demonstrada pelo City no último ano. A equipe somou 78 pontos e construiu uma campanha irretocável em casa. Se o mercado continuar oferecendo valor para esse patamar de rendimento, esta perna da aposta faz todo o sentido.
"O melhor do resto" novamente?
O Atlético é a seleção mais conservadora da tripla e a que exige maior cautela no raio-X. O time terminou em quarto lugar em La Liga na última temporada, em grande parte pela falta de pontaria no terço final do campo. Os Colchoneros marcaram 62 gols — 10 a menos que o Villarreal, terceiro colocado, e 33 a menos que o campeão Barcelona.
A boa notícia é que eles superaram o seu xG de 58,87, mas a taxa de conversão de finalizações de 12,45% foi o grande gargalo. Para fins de comparação, a taxa de 15,82% do Villarreal foi a melhor de La Liga, figurando como um dos motivos cruciais para terem tomado o terceiro lugar do Atleti. Essa queda no poder de fogo dos madrilenhos, somada à possível saída de Julián Álvarez, é o argumento mais claro para não tratar o mercado "Campeão sem Real Madrid e Barcelona" como algo garantido.
Apesar dos alertas, há argumentos consistentes a favor desse palpite. A força no Estádio Metropolitano chama atenção: a equipe alcançou uma média de 2,42 pontos por jogo como mandante, superada apenas pela dupla de gigantes. Esse rendimento dentro de casa costuma garantir uma base sólida para terminar à frente do pelotão perseguidor, sobretudo se o aproveitamento como visitante evoluir.
O setor ofensivo também deve apresentar uma nova cara quando a bola rolar. Após a saída de Antoine Griezmann, a equipe passa por uma clara reformulação. Lee Kang-in tende a ser peça-chave nesse novo desenho, mas não conseguirá resolver tudo sozinho. Outros nomes do elenco precisarão chamar a responsabilidade. O trunfo a favor do Atleti é que faz apenas um ano que fecharam a liga em terceiro lugar, mantendo um desempenho em casa capaz de capitanear essa recuperação.
Por isso, só vale incluir esta perna na aposta se o mercado refletir de fato essa perspectiva de "melhor do resto" e se a odd levar em conta o quarto lugar da última temporada. Se esse for o caso, o Atlético surge como uma opção coerente para apostas antecipadas de longo prazo, longe de ser um tiro no escuro.
Acesso imediato para o Wolves?
O Wolves representa a perna mais ousada da tripla, mas também a que oferece o maior potencial de retorno caso a reformulação engrene logo. A campanha da equipe na Premier League 2025/26 foi desastrosa, para dizer o mínimo: geraram um xG de 35,52, mas balançaram as redes apenas 27 vezes. O time de Molineux finalizou 370 vezes no campeonato, registrando a pior taxa de conversão do torneio (7,30%). Até mesmo o aproveitamento dentro de casa deixou a desejar, com pífios 0,74 ponto por jogo no Molineux.
Esses números são cruciais porque o simples peso da camisa de um rebaixado não garante o acesso a ninguém. O Wolves precisa de um verdadeiro recomeço, e não apenas de uma troca de divisão; por isso, as movimentações na janela de transferências são o ponto central do nosso palpite. Raúl Jiménez e Kieran Trippier chegaram sem custos, Ladislav Krejcí assinou em definitivo e Rafiki Said tornou-se o primeiro reforço da era César Peixoto.
A contratação de Said, em especial, dá indícios claros do estilo de jogo projetado pelo clube: mais velocidade, vigor físico e poder de agressão no ataque. É exatamente o que uma equipe que marcou só 27 gols na liga necessita após o pesadelo da última temporada. Contudo, a venda de João Gomes para o Aston Villa por £38 milhões deixa uma lacuna considerável no meio-campo, o que nos impede de cravar um retorno automático à elite.
Com isso em mente, o Wolves passa a ser uma escolha atraente apenas se as odds para o mercado de acesso oferecerem um valor condizente. O clube possui orçamento, trouxe reforços pontuais e disputa uma competição propícia para adotar uma postura ofensiva e agressiva. É o bastante para transformá-los no fecho perfeito dessa tripla antecipada, mesmo exigindo cautela antes de registrar o bilhete.
