A histórica campanha do Schalke até a semifinal da Champions League terminou diante do Manchester United de Sir Alex Ferguson. Ainda assim, graças a um gol solitário de Raúl contra o Bayern de Munique, a equipe tinha mais uma final pela frente: a da DFB-Pokal, em seu último jogo da temporada.
Mais tarde, o veterano atacante definiu a goleada por 5 a 0 sobre o Duisburg, em Berlim, como "o ponto alto" de seus dois anos no Schalke, mas apenas do ponto de vista esportivo. Para Raúl, a forma como foi recebido pelo clube e pela torcida foi "melhor do que qualquer título".
"Quando cheguei aqui no verão de 2010", explicou, "eu havia deixado minha casa e meu clube para trás. Não sabia exatamente o que esperar. Por isso, só tenho a agradecer por tudo. Amo o Schalke como se fosse meu próprio filho. É um clube bem administrado, mas também uma família, e uma família da qual tenho muito orgulho de fazer parte."
Ele falava sério. Em sua última partida na Veltins-Arena, Raúl foi às lágrimas por causa de "emoções profundas dentro de você que nem dá para expressar em palavras".
O Schalke, de certa forma, devolveu o sorriso ao rosto de Raúl e fez com que ele se sentisse "como um garotinho de novo", jogando simplesmente pelo amor ao futebol.
"Esses dois anos foram absolutamente extraordinários", disse ele. "Nunca vou esquecê-los. E, talvez, os torcedores também não me esqueçam tão rápido."
Não havia qualquer risco de isso acontecer. Afinal, poucos jogadores conquistam um vínculo tão forte com uma torcida a ponto de, como Raúl, acabarem nas arquibancadas ao lado dos torcedores após uma vitória épica sobre a Inter. E, quando o Schalke foi rebaixado em 2021, o espanhol fez questão de enviar uma mensagem de apoio, declarando: "Azul e branco para a vida toda!"
E não é à toa. Raúl pode ter sido uma lenda viva em Madri, mas foi em Gelsenkirchen que ele realmente renasceu.