Zinedine Zidane, técnico da seleção da França, revelou os contornos de seu projeto à frente dos Bleus durante sua primeira coletiva de imprensa, depois de anunciar a lista de convocados para disputar 4 partidas da Liga das Nações da Europa. Ele falou sobre Kylian Mbappé, Karim Benzema, Aurélien Tchouaméni e a polêmica ligada a Ceuta, além de suas escolhas táticas e da nova lista.
Zidane afirmou que Kylian Mbappé será o capitão da seleção francesa, ressaltando sua capacidade de atuar nas três posições ofensivas.
Zidane disse que Mbappé será o capitão da seleção francesa, ressaltando sua capacidade de atuar nas três posições ofensivas, e acrescentou: "Ele é capaz de jogar nas três posições, e eu gosto muito dele na posição de ponta-esquerda, por exemplo". Ele se recusou a entrar em discussões sobre a Bola de Ouro, afirmando que seu foco está nas quatro próximas partidas.
Sobre Karim Benzema, Zidane declarou: «Eu o adoro», referindo-se aos anos que compartilharam no Real Madrid, mas esclareceu que o atacante francês avançou na idade e que, no momento, ele precisa dar atenção a jogadores mais jovens, ressaltando que isso não diminui a trajetória de Benzema com a seleção francesa ou com os clubes.
Zidane esclareceu que a exclusão de Tchouaméni ocorreu por causa de sua condição física, depois de o jogador ter ficado dois meses afastado dos gramados e ter disputado apenas 180 minutos, entre os quais uma única partida como titular, ressaltando que sua permanência no Real Madrid para completar a recuperação é "melhor para ele", diante da disputa de 4 jogos pela seleção em um curto período.
No que diz respeito à crise de Ceuta, Zidane recusou-se a comentar a polêmica, dizendo: "Estou concentrado no meu papel como técnico da seleção francesa. Tenho minhas convicções e, como qualquer outra pessoa, sou um cidadão, mas não tenho nada a dizer", ressaltando que seu foco está em sua missão com a seleção.
Nenhuma mudança radical na seleção
O técnico francês afirmou que não fará uma mudança radical na equipe que Didier Deschamps deixou, esclarecendo: "Não há necessidade de uma mudança radical, apenas um time para conduzir de forma diferente", destacando que a seleção apresentou bons níveis até agora, apesar de algumas oscilações.
Ele acrescentou que a comissão técnica e os jogadores terão 15 dias juntos, ao longo dos quais disputarão 4 partidas com intervalo de 3 dias, o que torna a participação de todos os jogadores algo necessário, mantendo o equilíbrio que ele descreveu como um elemento essencial em suas ideias.
Zidane justificou sua escolha por uma lista de 23 jogadores, entre eles 20 jogadores de linha e 3 goleiros, esclarecendo que não quis ter jogadores nas arquibancadas e que a lista atual não significa fechar a porta para os demais.
Da Cunha, Liéboul e Jacquet: novas escolhas
Sobre Lucas Da Cunha e Maxence Lacroix, Zidane disse que ambos merecem estar com a seleção, destacando que Da Cunha é um jogador interessante e com personalidade marcante, enquanto descreveu Lacroix como um jogador muito bom, apontando sua transferência para um grande clube e o fato de ter uma perna esquerda de qualidade.
Ele também falou sobre Estéban Liéboul, esclarecendo que se trata de um jogador com características diferentes, especialmente em espaços reduzidos, e que deseja vê-lo de perto depois de o ter acompanhado e analisado, apontando sua capacidade de marcar gols.
Descreveu Rayan Cherki como um "verdadeiro camisa 10", que se destaca pela capacidade de driblar e de jogar entre as linhas, enquanto revelou que sua convocação, junto com a de Zaïre-Emery, teve o objetivo de utilizá-lo no meio-campo.
Zidane elogiou Jérémy Jacquet, dizendo que acompanha o jogador há bastante tempo e que gostou muito de suas características. Ele esclareceu que a convocação de Andy Diouf e Adrien Truffert ocorreu porque ambos têm a capacidade de atuar em suas posições e nesse nível com a seleção.
A situação de Kanté, Gusto e Akliouche
Sobre N'Golo Kanté, Zidane afirmou que sua não convocação foi uma decisão técnica, enfatizando que a questão não tem a ver com diminuir o valor do jogador, que ele descreveu como "excepcional", mas apontou que Kanté tem 35 anos e que ele precisa tomar suas decisões de acordo com as necessidades da equipe.
Ele também esclareceu que a ausência de Malo Gusto e Michael Akliouche não significa que eles estejam fora de seus planos, ressaltando que desta vez escolheu apenas 20 jogadores de linha e não quis deixar outros nas arquibancadas, e que os dois jogadores continuam candidatos à próxima lista.
Zidane abordou o caso de Guillaume Restes, afirmando que a escolha do goleiro do Toulouse foi uma decisão bem pensada, apontando que ele e Fabien Barthez compartilham a mesma visão sobre as características de um goleiro.
Sem exageros no ataque
No aspecto tático, Zidane falou sobre a possibilidade de escalar Mbappé, Dembélé e Michael Olise em suas posições, aproveitando a capacidade dos jogadores de ocupar mais de uma posição, mas disse, a respeito da ideia de jogar com 4 atacantes: "Não há necessidade de exagerar".
Ele também recusou considerar o desempenho defensivo de Mbappé como um problema, descrevendo a discussão sobre o assunto como "estéril", esclarecendo que, quando a equipe perde a bola, todos os seus jogadores devem se esforçar para recuperá-la.
Zidane encerrou sua fala ressaltando que a torcida francesa quer ver sua seleção vencer e manter a sequência de vitórias, enquanto a equipe se prepara para o início de uma nova fase sob o comando do técnico francês.



