Não foi um dia comum na sede da Real Federação Holandesa de Futebol, na cidade de Zeist. Depois de anos com seu nome ligado ao Barcelona e ao futebol tiki-taka, Xavi Hernández surgiu como treinador da seleção da Holanda. Um capítulo novo e surpreendente na trajetória do maestro espanhol, que começa no coração da Holanda, o berço do futebol total que inspirou sua filosofia de jogo.
O treinador espanhol, de 46 anos, chegou oficialmente para assumir suas funções à frente da seleção holandesa, como sucessor de Ronald Koeman, em sua primeira experiência no comando de uma seleção nacional.
Embora sua apresentação oficial à imprensa só ocorra na próxima terça-feira, o catalão não perdeu tempo, tendo feito uma visita de inspeção às instalações da KNVB e realizado suas primeiras reuniões de trabalho com sua nova comissão técnica.
E o maior contraste do primeiro dia teve como protagonista um homem que conhece Xavi muito bem, mas do outro lado do campo: o primeiro a recebê-lo foi Nigel de Jong, atual diretor de futebol profissional da federação holandesa, e seu feroz adversário na final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.
Aquela partida inesquecível entre Espanha e Holanda, que testemunhou a famosa entrada violenta de De Jong no peito de Xavi, transformou-se hoje em um abraço amistoso e sorrisos, em uma cena que resumiu o espírito do futebol e suas reviravoltas.
E parece que Xavi decidiu mesclar sua lealdade à sua família do futebol com a experiência do futebol holandês em sua comissão. Ao lado de seus homens de confiança — seu irmão Óscar Hernández, Sergio Alegre e Iván Torres —, recorreu a lendas locais para garantir o sucesso de seu projeto, encabeçadas pelo histórico atacante Ruud van Nistelrooy, pelo marroquino Adil Ramzi e pelo treinador de goleiros Patrick Lodewijks.
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O verdadeiro teste não vai esperar muito. A primeira partida oficial de Xavi à frente da Holanda será eletrizante em todos os sentidos, no próximo dia 24 de setembro, no estádio Johan Cruijff Arena, quando a seleção holandesa receberá sua rival histórica, a seleção alemã, em um início difícil na fase de grupos da Liga das Nações da UEFA.

