Após a espetacular vitória do PSV por 4 a 3 sobre o FC Utrecht, Joey Veerman se pronunciou tanto sobre a lesão de Jerdy Schouten quanto sobre as palavras duras do técnico da seleção holandesa, Ronald Koeman. O meio-campista foi notavelmente breve e direto ao abordar esse último assunto: com apenas uma palavra.
O meio-campista falou abertamente à NOS após a partida sobre a situação de Schouten, que teve de deixar o campo com uma lesão aparentemente grave no joelho. Veerman estava visivelmente abalado e enfatizou que aquele momento ofuscava tudo. “Naquele momento, você espera que não seja nada grave. Você pergunta a ele e ele diz logo que não está se sentindo bem. Isso é uma merda. Isso realmente ofusca tudo.”
No vestiário também o clima estava pesado, apesar da importante vitória. Veerman destacou que o vínculo dentro do elenco é forte e que, por isso, o golpe é ainda mais duro. “Nós também nos tornamos amigos. Não tenho palavras para descrever, acho isso realmente terrível.”
O meio-campista viu de perto como Schouten estava sofrendo após o fim da partida. “Ele estava sentado no vestiário, chorando. Nessa hora, a gente só pode solidificar-se com ele. Acho isso realmente terrível.” Veerman quer que Schouten esteja presente na festa de comemoração do título, de qualquer jeito: “Se for preciso, eu o coloco no carro alegórico, mas ele vai estar lá. De qualquer maneira.”
A gravidade da lesão também gera preocupações em relação à próxima Copa do Mundo. Veerman admitiu que é difícil pensar nisso em um momento como esse. “É simplesmente um drama humano. Não sei, realmente não sei.”
Em meio a todas as emoções, também se falou da seleção holandesa, onde Veerman foi recentemente tema de discussão. Koeman deixou claro, durante uma coletiva de imprensa, que o jogador do PSV não faz parte de seus planos por enquanto. O técnico da seleção afirmou que Veerman não é sua primeira nem mesmo sua segunda opção para a posição de volante esquerdo e indicou que, com um elenco em boa forma, ele não tem chances de disputar a Copa do Mundo.
À pergunta sobre o que Veerman pensou ao ouvir essas palavras, seguiu-se uma resposta surpreendentemente curta. “Nada.” Quando questionado novamente, ele manteve sua posição. “Não pensei em absolutamente nada.” À sugestão de que sua cabeça devia estar vazia, ele respondeu afirmativamente.
Veerman foi então questionado sobre por que não queria falar sobre o assunto: “Não tenho vontade.”




