Onde o nosso futebol é pensado: como são e qual é a importância dos cursos de treinadores da CBF?

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Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação
Alguns nomes consagrados, como Tite e Mano Menezes, viraram alunos nesta primeira semana de dezembro, na Granja Comary

Tite, Dunga e Mano Menezes já estiveram, separadamente, na Granja Comary comandando treinos para alguns dos melhores jogadores do mundo. Três dos últimos quatro treinadores da Seleção Brasileira, sendo Tite o atual dono da cadeira. Entre os dias 04 e 14 de dezembro, eles estarão juntos no Centro de Excelência do Futebol Brasileiro, em Teresópolis, para aulas da Licença Pró entregue pela CBF Academy.

Outros treinadores de grandes clubes brasileiros também estão com eles na Granja Comary, estudando, aprendendo e, claro, buscando o certificado que agora é reconhecido pela UEFA – segundo afirmado pela CBF. Mas como são exatamente estes cursos? O que eles passam para os treinadores? Confira, abaixo, uma rápida explicação.


LICENÇA PRÓ: O ÚLTIMO DEGRAU


CBF Academy Dunga Mano Menezes Tite 05 12 2018Dunga, Mano e Tite, alunos em busca de mais conhecimento (Foto: Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação)

A Licença Pró é o grau mais alto do curso da CBF Academy, criado em 2016 e que ano após ano vem ganhando cada vez mais relevância.

Para ter a Licença Pró, é preciso ter passado primeiro pelas etapas anteriores ou receber um atestado de sua qualidade nos gramados – caso de Renato Portaluppi, que pode fazer a Pró mesmo sem ter completado a etapa anterior, chamada de “A”. A novidade em 2018 está na sua equiparação à UEFA Pro Licence, obrigatório para quem quiser treinar clubes de primeiro nível na Europa, se o treinador tiver somado à Licença Pró da CBF cinco anos comprovados na elite do Campeonato Brasileiro.

A carga horária é de 370 horas, sendo 180h de atividades presenciais. A grade curricular conta com uma gama completa de temas, que vão desde a gestão técnica, financeira, passam pelo marketing, análise de desempenho, aspectos culturais do futebol local, gestão de crise, psicologia do esporte e muito mais. Treinadores de excelência reconhecida e que completaram 60 anos até dezembro de 2017, como o caso de Felipão, Levir Culpi, Paulo Roberto Falcão e tantos outros, receberam uma Licença Honorária.

A partir de 2021, a Conmebol vai estipular a obrigatoriedade da Licença Pró (e suas equivalentes pelo continente) para que os treinadores possam comandar as equipes na Copa Libertadores da América.


LICENÇA A: OBRIGAÇÃO EM 2019!


Rogério Ceni Granja Comary 09 01 2018Rogério Ceni iniciou os estudos da Licença A no final de 2017 (Foto: Tauan Ambrosio/Goal)

A partir de 2019, será obrigatória para treinadores que estarão na disputa do Campeonato Paulista e do Brasileirão. É o penúltimo degrau na CBF Academy. Para cursar a Licença A, o profissional precisa obrigatoriamente ter terminado a B ou ter no mínimo cinco temporadas completas de experiência como treinador principal de uma equipe profissional – além do Ensino Médio Completo.

A carga horária é de 270 horas, sendo 170h de atividades presenciais. Nesta sexta-feira (07), os alunos já são esperados na Granja Comary. E quem não iniciou a carga horária, é bom se apressar: caso contrário, não poderá treinar equipes no Brasileirão 2019!

A CBF Academy também tem as Licenças B e C como opções, além de cursos de análise de desempenho, gestão e muito mais.


APRENDIZADO: O QUE REALMENTE IMPORTA


Além dos certificados, tão importante quanto é a troca de conhecimento entre profissionais que buscam alçar voos cada vez maiores.

"É superimportante. A gente está vendo o nível dos professores e também dos participantes. Praticamente todos os treinadores da Série A, Série B do Brasileiro, e também profissionais que estão trabalhando fora do país. Os palestrantes, de nível alto também. Acho que a CBF está de parabéns por investir na qualificação e na capacitação dos seus treinadores", disse Zé Ricardo, do Botafogo, para a Goal Brasil.

"A gente vê um grupo muito qualificado, os treinadores brasileiros empenhados e procurando fazer o melhor pelo futebol brasileiro, e também sabemos que é importante essa organização, em termos de mercado, para o Brasil estar sempre bem representado lá fora", afirmou Thiago Larghi.

"Mais do que a licença, o documento, é essa troca de conhecimento constante", disse Roger Machado. "A gente poder estar se encontrando em alguns momentos para fazer uma atualização, uma reciclagem, continuar a trocar experiência entre os nossos pares para o enriquecimento do futebol brasileiro", finalizou.

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