O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que fez o possível para que Folarin Balogun pudesse, afinal, jogar contra a Bélgica na madrugada de segunda para terça-feira.
No domingo à noite, a FIFA anunciou de repente que Balogun, que recebeu um cartão vermelho na partida entre os Estados Unidos e a Bósnia e Herzegovina (2 a 0), não estaria suspenso para as oitavas de final contra a Bélgica.
Segundo o jornalista Ben Jacobs e o The New York Times, essa decisão foi resultado de um telefonema do presidente Donald Trump ao presidente da FIFA, Gianni Infantino.
Trump confirmou na segunda-feira, no Salão Oval, diante dos jornalistas presentes, que conversou com Infantino sobre o assunto.
“Eu entendo muito de esportes, e isso não foi falta. Vejo dois homens correndo a toda velocidade e se chocando”, começou Trump.
“Esse árbitro (Raphael Claus, nota do editor) tem, de qualquer forma, um histórico duvidoso. Posso dar alguns exemplos, se você quiser”, continuou Trump. “Não quero falar muito sobre isso, porque isso causa agitação, mas ninguém entende isso. Ele também não deveria ter assistido às imagens em câmera lenta, porque aí você de repente vê coisas totalmente diferentes.”
“Se você assistir em câmera rápida, vai ver apenas dois homens correndo um contra o outro. No começo, eu não sabia o que era um cartão vermelho, mas quando soube que ele não poderia jogar a próxima partida, eu disse: ‘É muito injusto que um dos nossos melhores jogadores não possa jogar.’”
“Então está certo. Pedi a alguém da FIFA para rever a situação”, concluiu Trump na coletiva de imprensa.

