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Trio Dybala-Higuaín-Cristiano Ronaldo ainda não é a arma da Juventus, mas agrada Sarri

13:12 BRT 30/09/2019
GFX Higuain Dybala Cristiano Ronaldo Juventus
Os argentinos vem demonstrando recuperação neste início de temporada, mas treinador negou escalação de ambos ao lado de CR7 contra o Leverkusen
Maurizio Sarri acabou de chegar à Juventus, e em meio ao tempo necessário para aplicar a sua visão de futebol dentro do clube, encontra no ataque uma dúvida que vários outros treinadores gostariam de ter: dentre os argentinos Gonzalo Higuaín ou Paulo Dybala, quem é o parceiro ideal para Cristiano Ronaldo? O time funcionaria com os três juntos?

Camisa 10 do time, Dybala apresentou uma considerável queda de desempenho na última de suas quatro temporadas anteriores em Turim. Em 2018-19, no último ano de Massimiliano Allegri como técnico, todos os seus números diminuíram: fez menos gols (10), deu menos assistências (4), criou menos chances (60) e disputou menos jogos no total (42) ou como titular (32).

Tudo isso justamente na temporada que marcou a contratação de Cristiano Ronaldo, o que na teoria deveria elevar a importância do argentino como jogador de criação e chegada na frente. O seu clima no clube, inclusive, parecia até mesmo indicar uma despedida enquanto seu nome passou a ser especulado no Tottenham. No final das contas, Dybala permaneceu. E neste início de campanha 2019-20, quer trocar o menos por mais.

A evolução de Dybala

O jogo contra a SPAL, vencido por 2 a 0 em resultado que só não foi mais elástico graças à grande exibição do goleiro Berisha, foi o primeiro recado mais contundente dado por Dybala. O argentino teve boa movimentação, conseguiu se conectar bem com Pjanic – que segue ditando o ritmo, porém com maior intensidade neste início de Sarri –, levou perigo em finalizações e coroou a boa atuação com uma bela assistência para Cristiano Ronaldo sacramentar o triunfo com um gol de cabeça.

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A sua primeira exibição de 90 minutos na temporada foi elogiada pela imprensa local e também pelo treinador. Mas ainda não foi o necessário para lhe colocar de vez entre os titulares, e boa parte disso deve-se a um conterrâneo que, de forma ainda mais impressionante, demonstrou uma recuperação rápida com a camisa da Juventus.

Higuaín e o renascimento na Juve

Higuaín tem sido uma boa notícia inesperada nesta nova Juventus (Foto: Getty Images)

Higuaín foi contratado por valor recorde em 2016, depois de excelentes serviços prestados ao Napoli, onde iniciou sua parceria com Sarri. O corpulento atacante não demorou a dar certo em Turim, mas a chegada de Cristiano Ronaldo, inicialmente para atuar como referência na área, decretou a sua saída. Como se fosse peça descartável, o argentino foi emprestado para o Milan e, na mesma temporada, reencontrou Sarri em uma passagem rápida pelo Chelsea. E justamente sob o comando do velho conhecido, Gonzalo vai encontrando vida nova vestido de preto e branco.

Escalado ao lado de Cristiano mais vezes do que Dybala, deu apenas uma assistência, mas a qualidade de seu jogo cresceu. Um exemplo disso é a jogada do primeiro gol sobre o Atlético de Madrid, na estreia do time nesta edição da Liga dos Campeões: caindo pela esquerda, Higuaín fez a jogada que terminou no golaço de Cuadrado. Quando limpou a marcação e encontrou o colombiano do outro lado, era CR7 que estava na área. O entendimento tático com o português também explica um pouco de sua recuperação neste início de temporada.

Os três juntos? Ainda não

Velhos conhecidos na própria Juve e seleção, os argentinos ainda disputam uma vaga (Foto: Getty Images)

Higuaín e Dybala jogaram apenas uma vez juntos desde a chegada de Sarri. Foram titulares nos 2 a 1 sobre o Brescia, jogo em que Cristiano Ronaldo foi desfalque. Nas outras sete partidas da Juventus, Paulo entrou no lugar de Gonzalo duas vezes, enquanto o camisa 21 saiu do banco para tomar a vaga do conterrâneo em uma outra ocasião. Ou seja, a trinca com CR7 ainda não estreou. E em sua entrevista coletiva prévia ao duelo contra o Bayer Leverkusen, pela segunda rodada da fase de grupos da Champions League, Maurizio Sarri afirmou que ainda não pretende lançar mão de tamanha força ofensiva.

“Colocar Cristiano, Higuaín e Dybala todos juntos? É uma sugestão interessante, mas ainda não estamos prontos, suficientemente balanceados, para isso. Por enquanto, poderíamos tentar esta solução apenas em partes do jogo”, disse o técnico, que ainda busca um maior equilíbrio na fase defensiva e pode optar por Aaron Ramsey (também um meia, como é Dybala, mas com maior poder de marcação) no 4-3-1-2 que vem utilizando quando não conta com Douglas Costa (lesionado) na ponta.

Sarri ainda está fincando as bases do seu futebol, mais focado na valorização da bola do que a mentalidade que prevalecia sob o comando de Allegri. Está na fase de ajustar a sua defesa. Na frente, sabe que tem tantas boas peças quanto formas de montar o seu ataque (nesta temporada, por exemplo, vem variando o esquema também para o 4-3-3). E se, além de Cristiano Ronaldo, Sarri contar com Higuaín, seu velho conhecido, e tiver Dybala em seu melhor, vai ser difícil parar esta Juventus.

“A nossa temporada até aqui? Ainda precisamos evoluir em muitas coisas. O nosso objetivo é trilhar todo o caminho na Champions League”, destacou o treinador.

Juventus e Bayer Leverkusen se enfrentam às 16h (de Brasília) dentro do Allianz Stadium, na Itália