Ronaldinho Gaúcho segue em silêncio e não comenta os problemas com a Justiça do Rio Grande do Sul. Perguntado sobre o assunto em entrevista coletiva em um shopping em Belém, nesta sexta-feira (14), o eterno craque se calou.
"Não tenho nada a declarar", disse o ex-jogador.
Seu irmão e empresário, Roberto Assis, também está na capital paraense e na mesma situação que R10. Ambos tiveram os passaportes retidos em 31 de outubro.
Ronaldinho preferiu falar sobre seu jogo de despedida e a rivalidade nos clubes que defendeu.
"Todos os lugares que passei pedem para eu voltar e fazer um jogo de despedida. Não sei qual vai ser a data, mas vai ser no próximo ano. Quero convidar amigos que tive oportunidade de jogar, pessoas especiais e outros que não joguei para participar deste último momento", revelou.
Problemas com a Justiça
Ronaldinho Gaúcho segue sem passaporte. A Justiça negou o pedido de liminar do craque solicitando a devolução do documento dele e de seu seu irmão e empresário, Roberto Assis. O ministro relator, Francisco Falcão, entendeu que a defesa não conseguiu comprovar que a entrega do passaporte é um flagrante desrespeito de um direito do ex-jogador.
Em 31 de outubro, a Justiça determinou a retenção do documento porque o craque não cumpriu uma sentença judicial de fevereiro de 2015.
Na época, Ronaldinho estava em Tóquio, no Japão, e viajou em compromissos com patrocinadores até o último fim de semana. Ele retornou ao Brasil porque tinha o lançamento de um aplicativo de notícias sobre ele e a participação em um amistoso em São Paulo. Na chegada ao país, o ex-meia precisou deixar o passaporte no controle de imigração.
Antes de voltar, Ronaldinho entrou com um pedido de habeas corpus no STJ alegando desrespeito do seu direito de ir e vir, mas o MP negou esta tese, defendendo ser uma atitude necessária porque o ex-jogador "ridicularizou a Justiça".

