O Al-Ahli inicia sua nova temporada com uma cara diferente, contando com um novo treinador e seis contratações fechadas pelo clube até o momento, sem que suas movimentações pareçam apontar para uma reconstrução do time a partir do zero.
Segundo o jornal saudita "Asharq Al-Awsat", a convicção que o holandês Marino Pušić, o novo diretor técnico, carrega baseia-se no fato de que o grupo cujo comando assumiu já possui uma base técnica e uma personalidade competitiva sobre as quais é possível construir, enquanto as movimentações no mercado de transferências vieram para acrescentar novas opções a um time que conhece o caminho da disputa e não precisa mudar sua identidade por completo.
Fontes bem informadas revelaram ao "Asharq Al-Awsat" que as primeiras impressões de Pušić sobre o Al-Ahli foram positivas, seja em relação à qualidade dos elementos presentes em seu elenco, seja à personalidade que o time demonstrou nos grandes amistosos ao longo do período recente, além do clima de entrosamento que ele percebe dentro do grupo.
O treinador holandês não inicia sua nova experiência sem um conhecimento prévio do time, já que acompanhou o Al-Ahli em mais de uma ocasião, especialmente durante sua participação na Champions League da Ásia de elite, que terminou com a conquista do título, o que lhe permitiu formar uma imagem antecipada das capacidades dos jogadores e da maneira como lidam com os jogos e com as diferentes pressões.
Segundo as fontes, uma das características mais marcantes diante das quais Pušić se deteve foi a capacidade do Al-Ahli de permanecer nos jogos e de não desistir quando as circunstâncias se complicam, qualidade que o treinador considera uma base importante para qualquer time que busque competir por títulos.
Alguns confrontos disputados pelo Al-Ahli em inferioridade numérica chamaram a atenção do treinador holandês, depois que ele viu o time continuar a lutar apesar das expulsões, estendendo alguns jogos até a prorrogação sem abrir mão de suas chances de conquistar a vitória.
Para Pušić, situações como essas não dizem respeito apenas ao aspecto técnico, mas revelam, sobretudo, a personalidade do grupo e sua capacidade de resistir às circunstâncias difíceis.
O treinador entende que ter essa mentalidade lhe dá um ponto de partida importante, em vez de precisar criar uma nova personalidade para o time no início de seu trabalho.
As fontes indicam que o treinador também se deteve diante da capacidade que o Al-Ahli teve, no período recente, de sair de mais de uma situação difícil e de se recuperar novamente, uma característica que reforçou sua convicção de que o time possui uma base competitiva que precisa ser desenvolvida e preservada.
Um mercado de destaque
A chegada de Pušić coincidiu com as movimentações do Al-Ahli no mercado de transferências, já que o clube fechou até o momento seis contratações como preparação para a nova temporada, com a incorporação de Spertsyan, Mishal Al-Mutairi, Abou Bakr Sidi, Abdullah Radif, Naif Masoud e Trincão.
As movimentações até agora refletem uma orientação voltada mais para o reforço do grupo existente do que para uma ampla mudança na estrutura do time, o que está de acordo com a leitura inicial do treinador holandês, que não trata o Al-Ahli como um time que precise demolir o que veio antes e começar de novo.
Pušić dispõe de um conjunto de jogadores que conhecem bem o clube e o Campeonato Saudita, além de elementos estrangeiros que passaram um período com o time e adquiriram experiência nas competições locais e continentais, um fator que dá à nova comissão técnica a chance de abreviar parte do tempo que normalmente qualquer novo treinador precisa para conhecer seu grupo.
Pušić entende que a estabilidade de alguns elementos estrangeiros representa um ponto forte, especialmente diante do entrosamento que se formou entre eles e os jogadores locais, ao passo que se espera que os novos reforços deem à comissão técnica opções mais amplas ao longo da temporada em que o Al-Ahli terá pela frente múltiplos compromissos.



