No Parc des Princes, não são toleadas as revoltas. Neymar vive um momento complicado no clube enquanto força a saída para defender o Barcelona. O brasileiro se reunirá nesta segunda-feira com o compatriota Leonardo, diretor esportivo do PSG, para tratar o seu futuro, de acordo com o divulgado pelo diário As, da Espanha.
Neymar estaria preparando um plano de fuga desde fevereiro passado. No entanto, em caso de não haver êxito, seu futuro ficará ainda mais complicado na capital francesa. O PSG valorizará uma boa oferta. Porém, não venderá de forma fácil.
A sua luxuosa festa de aniversário, em fevereiro, quando ainda estava lesionado, não foi vista com bons olhos pela diretoria do Paris Saint-Germain. Suas declarações recentes também não pegaram bem. Ao ser perguntado sobre o seu melhor momento na carreira, o craque disse:
"Minha melhor recordação foi quando ganhamos do PSG de virada com o Barcelona", disse o camisa 10 do Paris Saint-Germain, citando o 6 a 1 nas oitavas de final da UEFA Champions League, em 2017.
A situação complicada de Neymar remete a outras vividas no PSG. E Nasser Al-Khelaïfi não as tolera no Parc des Princes. O presidente foi implacável nos casos de Adrien Rabiot e Hatem Ben Arfa, mostrando que ninguém é imprescindível se coloca os seus interesses à frente dos interesses do clube.
Punho de ferro com Rabiot
Getty
(Foto: Getty Images)
Uma interação com um vídeo de Evra, uma inconveniente saída nortunra e, sobretudo, a ideia de não renovar com o PSG tiraram o meio-campista francês de Paris.
"É inaceitável a atitude de Rabiot com o clube, os colegas e os seguidores", disse Antero Henrique, ex-diretor esportivo do PSG, que foi o principal opositor à volta do rebelde Rabiot: "Comunicaram que não firmará a renovação e a consequência é muito clara: ficará no banco de forma indefinida", explicou o então cartola à época. De fato, o PSG se excedeu nas multas ao meio-campista, chegando a puni-lo duas vezes pelo mesmo fato. O clube esteve obrigado a devolver dinheiro em uma das multas.
Rabiot falou sobre o tema logo que chegou a Turim: "Foi um período muito complicado em termos esportivos e emocional. Quero deixá-lo para trás. Quis fechar essa etapa de outra forma. Porém, não dependia de mim. Mantive algum contato com o Leonardo, ele entendeu que o meu ciclo em Paris havia se encerrado", disse o meio-campista, acrescentando: "A Juve está um passo à frente do PSG".
Ben Arfa cobra PSG na justiça
Getty
(Foto: Getty Images)
Hatem Ben Arfa ficou mais de 365 dias sem disputar um jogo ao menos pelo Paris Saint-Germain. O jogador chegou de graça do nice e, em sua segunda temporada, desapareceu do elenco comandado por Unai Emery. O francês entrou em pouquíssimas convocatórias, treinou com os reservas e optou por enfrentar o clube, o denunciando por discriminação e abuso trabalhista à Liga Francesa, responsável por gerir o Campeonato Francês.
Ben Arfa pede 8 milhões de euros à justiça local como forma de compensação.



