O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr., concedeu entrevista coletiva acompanhado de advogados e dirigentes do clube nesta quinta-feira (1) para explicar a reclamação do Tricolor na Conmebol.
O time gaúcho entrou com uma ação pedindo os pontos da derrota por 2 a 1 para o River Plate, no jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores, que eliminou o clube brasileiro da competição. A razão é a participação na partida do técnico Marcelo Gallardo, que estava suspenso.
Romildo Bolzan Jr. fez questão de deixar claro que o Grêmio não questiona o resultado de campo nem o uso do VAR, ainda que a arbitragem não tenha visto o toque na mão de Borré no primeiro gol argentino. O presidente afirmou que o River burlou as regras da Libertadores com a participação de Gallardo no jogo.
"O que está em jogo aqui são valores muito mais profundos que o resultado de campo. O que está em jogo é a integridade do futebol, a moralidade do futebol. É não ser esperto, não ser malandro, não meter um boné na cabeça para não ser reconhecido e transgredir. O que está em jogo é a honra do campeonato, da própria Conmebol", declarou o mandatário gremista.
O treinador dos Millonarios tinha sido punido pela entidade máxima do futebol sul-americano na véspera do duelo por ter retardado o retorno de seu time no intervalo do embate de ida, em Buenos Aires.
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Suspenso pela Conmebol, o técnico argentino acompanhou o jogo de um camarote do estádio. Ao longo de toda a partida, no entanto, as câmeras de televisão mostraram o comandante falando com a comissão técnica por um rádio comunicador.
No intervalo, ainda foi possível ver Gallardo caminhando em direção ao vestiário disfarçado com um boné. O Grêmio entende que a postura de Gallardo, que confirmou ter ido conversar com seus jogadores no intervalo, fere o regulamento.
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(Fotos: Reprodução/SporTV)
O Tricolor anexou imagens das câmeras de monitoramento da Arena como prova em seu recurso na Conmebol, e ainda acusa o River Plate de não apenas saber de toda a situação previamente, mas também de ter planejado a ação de Gallardo, uma vez que disponibilizou rádio comunicadores ao treinador e seus auxiliares.
"O que aconteceu aqui foi a infringência do regulamento do Código Disciplinar da Conmebol. O técnico do River estava suspenso e participou da partida, com a conivência, concordância, planejamento, com tudo patrocinado pelo River Plate. O River tinha time para ganhar de nós e não precisava de utilizar de todo esse aparato para estabelecer essa disputa conosco", reclamou.
O recurso do clube brasileiro será julgado na tarde deste sábado (3) pelo Tribunal de Penas da Conmebol.




