Por trás dos negócios: Dani Alves se aprofunda nos planos dos seus agentes

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Getty Images
Empresa que cuida da carreira do lateral participa de uma parceria que tem como objetivo a compra do Estoril, de Portugal

Dani Alves está cada vez mais envolvido nos negócios que giram no entorno do mundo da bola. Ainda sem levantar qualquer possibilidade de aposentadoria, o lateral-direito de 36 anos procura participar, mesmo que indiretamente, dos movimentos da empresa que gere a sua própria carreira, a Flashforward, com sede em Barcelona e também em São Paulo.

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Sob o comando de Dinorah Santana, ex-esposa do craque do PSG, e Fransergio Bastos, antigo atleta do Figueirense e com longa passagem pelo futebol da Turquia, a agência criada em 2009 tem investido forte na representação de jogadores. No Brasil, o principal cliente é o lateral-direito Guga, do Atlético-MG.

Nos últimos meses, a Flashforward resolveu assumir (ou até mesmo comprar) um clube, a exemplo do que já havia feito com o Unió Esportiva Sant Andreu, da quarta divisão da Espanha, entre 2014 e 2015. Desta vez, o país escolhido foi Portugal.

Com ajuda do brasileiro Tiago Ribeiro, ex-presidente do Estoril, a empresa listou no ano passado algumas possibilidades, como o Famalicão e o Leixões, ambos da segunda divisão. Mesmo depois de visitas e reuniões, nenhuma das opções agradou, principalmente por causa da fraca estrutura e dos altos valores envolvidos. O projeto, então, foi colocado em "stand-by".

No início de 2019, Ribeiro, que é dono da The Football Tribe, reativou a ideia, novamente em conjunto com a Flashforward. Tendo a figura de Dani Alves sempre por trás, a dupla se aproximou do grupo de investidores norte-americanos que administra o Crystal Palace, da Premier League, o Philadelphia 76ers, da NBA, e também o New Jersey Devils, da NHL.

Configurada a nova parceria, o alvo escolhido foi o Estoril. Atualmente na segunda divisão portuguesa, os Canarinhos, além de já terem sido presididos por Tiago Ribeiro, são velhos conhecidos do público no Brasil. Pertencem à Traffic, criada pelo falecido empresario J. Hawilla, e contaram na última década com muitos jogadores do país, como Ismaily, Bruno César, Lucas Evangelista, Léo Bonatini, entre outros. Já tiveram até um treinador brasileiro: Fabiano Soares, entre 2014 e 2017.

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A negociação com o Estoril, que hoje conta com sete atletas de origem brasileira no elenco profissional, está na fase final (processo de transição). O grupo norte-americano liderado pelos milionários Josh Harris e David Blistzer está adquirindo o clube por aproximadamente 6,5 milhões de euros para, logo em seguida, deixar o controle do futebol nas mãos da The Football Tribe - a Flashforward, num primeiro momento, não vai participar de forma efetiva da gestão. O foco, obviamente, é que o time seja usado como vitrine para valorizar jogadores, sobretudo jovens. 

Enquanto aguardam os detalhes finais da compra, as duas empresas trabalham juntas em outras frentes. Na semana retrasada, por exemplo, fecharam o agenciamento da carreira do volante Wendel, do Sporting e que recentemente foi convocado à Seleção Brasileira pré-olímpica. A assinatura do contrato com o jogador revelado pelo Fluminense contou com a presença ilustre de Dani Alves, que viajou até Lisboa para participar da conclusão do negócio.

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