Antes do jogo atrasado Elche-Real Madrid, partida que terminou 3 a 2 para o Real Madrid, Mbappé, Vinicius e Konaté protagonizaram um episódio que fez explodir polêmicas na Espanha. Na entrada em campo, as duas equipes vestiam uma camiseta com uma mensagem de apoio a Ceuta, o enclave espanhol situado no continente africano atingido pela crise migratória no fim de julho; as duas estrelas do Madrid levantaram a camiseta até a metade do corpo, cobrindo a frase "Todos somos caballas (os habitantes de Ceuta, nota da redação)", enquanto o zagueiro francês a segurou na mão. Um gesto que não passou despercebido, desencadeando críticas contra os três jogadores.
As camisas usadas pelas equipes nasceram de uma proposta da Associação dos Empresários Valencianos (AVE), liderada por Vicente Boluda, já presidente interino do Real Madrid em 2009, entre os mandatos de Ramón Calderón e Florentino Pérez. Nem todos os clubes de La Liga aderiram à iniciativa. Por exemplo, o Barcelona escolheu não participar da homenagem durante as recentes partidas fora de casa nos estádios de Elche e Levante, destacam os veículos de imprensa espanhóis.
Não é a primeira vez que uma polêmica ligada a essa iniciativa explode na Espanha. O jogador do Real Betis, Ez Abde, que atua pela seleção de Marrocos, foi alvo de insultos e ameaças nas redes sociais por ter participado dela. "Tratava-se de uma camisa com uma mensagem social, em apoio a uma população e aos seus habitantes, independentemente da nacionalidade, que estavam atravessando uma situação difícil", defendeu-se Abde após a polêmica.
A POSIÇÃO DO REAL MADRID
O Real Madrid tentou minimizar o gesto de Mbappé, Vinícius e Konaté. Cada um é livre para vestir a camisa que preferir, disse o clube ao Mundo Deportivo, destacando que, ao contrário do que aconteceu em outras equipes, a camisa em apoio a Ceuta foi usada pela maioria dos jogadores. Ninguém pode ser obrigado a vestir uma camisa, nem, por outro lado, a não fazê-lo; a questão é irrelevante, destacaram fontes do Real.



