
Por Lucas Holanda - PL Brasil
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E os Wolves estão no caminho certo para assumirem essa vaga. Em sua primeira temporada na Premier League após ficar seis anos longe, o time conseguiu ficar na sétima posição, lugar que pode levar o clube aos playoffs da Liga Europa. Além disso, foi semifinalista da Copa da Inglaterra - eliminando Liverpool e United - e foi o terror do big six na temporada.
Para os Wolves voltarem a disputar uma competição europeia, algo que não acontece desde 1981, quando o clube jogou a Copa da UEFA, o Manchester City precisa confirmar o favoritismo e vencer o Watford na final da Copa da Inglaterra, que acontece no dia 18 de maio, em Wembley.
Uma vaga na Liga Europa seria espetacular para o Wolves, que já foi campeão da Championship jogando muita bola temporada passada e confirmou seu ótimo futebol na Premier League. Jogar uma competição europeia pode significar a manutenção de alguns destaques, como por exemplo, do meio-campo Rúben Neves, especulado em clubes do big 6. Além disso, é o diferencial na hora de contratar jogadores que interessam a clubes do mesmo patamar e que não jogarão torneios continentais.
Além dessa possível e provável vaga na Liga Europa, os Wolves têm outro trunfo na hora de manter e trazer jogadores: o professor Nuno Espírito Santo, que está no clube há duas temporadas e é fundamental na montagem do elenco. À frente do time da cidade homônima, ele tem o melhor aproveitamento de sua carreira, superando passagens no Porto e Valencia, por exemplo.
Getty Images(Foto: Getty Images)
Getty ImagesO técnico português deu ao Wolves algo que é fundamental em equipes que pretendem voar mais alto: uma identidade. Os jogadores são extremamente obedientes ao que o treinador pede. É uma equipe que tem uma compactação muito rápida. Na fase defensiva, o 3-5-2 vira um 5-4-2, onde os alas Doherty e Jonny se juntam ao trio de zaga, formando a linha defensiva com cinco homens.
Ofensivamente, é um time com uma transição rápida, onde o 3-5-2 ganha uma amplitude imensa dos alas, que conseguem cruzar muito bem para Diogo Jota ou Raúl Jiménez concluírem em gol. O Wolverhampton também é uma equipe que consegue impor seu jogo. Não tem rejeição da bola. O meio-campo da equipe, setor que conta com nomes como Rúben Neves e João Moutinho, é vital na criação de chances reais de gols. Além disso, é um time que também consegue finalizar muito bem de longa distância e chega com perigo na bola aérea.
O Wolverhampton é um clube que soube gastar muito bem seus recursos e montou uma belíssima equipe. É um dos times mais legais de se assistir na temporada européia. Um esquadrão que, mesmo com suas limitações, não rejeita a bola e segue com a sua identidade. A temporada dos Wolves é fantástica e pode ficar ainda melhor se for coroada com a vaga na Liga Europa. O trabalho tem tudo para continuar sendo bem feito e podemos ver nos próximos anos resultados ainda melhores. Viva o professor Nuno Espírito Santo e a sua revolução nos Wolves!






