O mata-mata da Copa Libertadores vai começar nesta semana e existem motivos para a torcida do Palmeiras ficar preocupada. Além das dificuldades normais que o Barcelona-EQU pode criar, tem outro problema: o Verdão começou mal em quase todos mata-matas que disputou em 2017. É um erro que não pode se repetir nesta quarta-feira (5), às 21h45 (de Brasília), pelas oitavas de final.
O primeiro mata-mata foi nas quartas de final do Campeonato Paulista. O adversário era o modesto Grêmio Novorizontino, que conseguiu fazer o primeiro gol com Roberto, aos 11min de jogo. Depois o Verdão reagiu, venceu aquele jogo e também a partida de volta. Mas levar o gol tão cedo contra um adversário mais difícil pode ser fatal.
Foi exatamente o que aconteceu na fase seguinte, quando o Palmeiras enfrentou a Ponte Preta. Pottker abriu o placar no primeiro minuto de jogo. Depois o Verdão ficou perdido e apático em campo. Aquela partida terminou 3 a 0 e praticamente determinou a eliminação alviverde. No jogo de volta a vitória por 1 a 0 não foi suficiente para o Palmeiras.
Depois desses jogos, houve mudança de comando. Saiu Eduardo Baptista, entrou Cuca, mas pouca coisa mudou. Nas oitavas de final da Copa do Brasil, o Palmeiras até abriu o placar, mas foi graças a um gol contra de Léo Ortiz, do Internacional.
Marcello Zambrana/Light Press/CruzeiroPalmeiras foi atropelado no 1º tempo contra o Cruzeiro (Foto: Marcello Zambrana/Light Press/Cruzeiro)
E nas quartas de final o Palmeiras quase sofreu um vexame. O time não soube controlar os contra-ataques do Cruzeiro e sofreu três gols no primeiro tempo. Mudanças táticas e na postura fizeram o time buscar o empate por 3 a 3. Mas os jogadores não podem acreditar que isso vai acontecer sempre.
Em um mata-mata o ideal é entrar 100% ligado e atento, pois provavelmente o outro time estará assim também. E se sofrer um gol, o Palmeiras não pode se abater, como aconteceu contra Ponte Preta e Cruzeiro. Enfim, se aprender com os erros do passado, o Verdão terá mais chances contra o Barcelona-EQU.


